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Alta das passagens deve afastar turistas da Bahia

Voar de São Paulo para Buenos Aires em aviões da Gol, por exemplo, custa R$ 914,72. Já para Salvador, o preço é de R$ 1.404,50; A alta se deve à procura maior por viagens dentro do Brasil nesta temporada e, principalmente, às diferenças no preço do combustível cobrado em cada destino

Alta das passagens deve afastar turistas da Bahia

Bahia 247

A Bahia ainda está entre os principais destinos turísticos dos brasileiros, mas, se depender das companhias aéreas, o verão que inicia no próximo dia 21 não será dos mais atrativos.

Matéria publicada na coluna Mercado, do site Bahia Notícias, afira que viajar para cá neste verão vai sair mais caro do que passar as férias fora do país, pois as passagens para a maioria das cidades do Nordeste estão mais caras do que para Buenos Aires, na Argentina, por exemplo.

A alta se deve à procura maior por viagens dentro do Brasil nesta temporada e, principalmente, às diferenças no preço do combustível cobrado em cada destino.

Por conta da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de 19% do preço do querosene de aviação, abastecer um avião para voar dentro do Brasil sai mais caro do que para viagens ao exterior.

Companhias aéreas estrangeiras ou brasileiras, ao voarem para o exterior, pagam, hoje, R$ 1,98 o litro em Guarulhos, enquanto para os voos domésticos o litro, no mesmo aeroporto, sai por R$ 2,65. Soma-se ainda o fato de que, ao abastecer no destino internacional, a conta também fica mais barata. O resultado é uma diferença de quase R$ 500 no preço das passagens.

Voar de São Paulo para Buenos Aires em aviões da Gol, por exemplo, custa R$ 914,72. Já para Salvador, o preço é de R$ 1.404,50. O valor brasileiro do combustível dos aviões é dado com base no preço do golfo do México, com um adicional de frete de importação em 100%, embora 75% sejam originários do Brasil.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), isso torna o querosene de aviação vendido no mercado doméstico um dos mais caros do mundo, mais até do que em países em guerra, como o Afeganistão, ou com infraestrutura deficiente, como o Chade, na África.