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Amastha rompe com "desgoverno" de Marcelo Miranda

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), criticou duramente o governo de Marcelo Miranda (PMDB) por meio das redes sociais e disse estar rompido com o governo até que este pague o débito de R$ 20 milhões que o Estado possui com o sistema de saúde da capital; irado com a situação, ele chamou o Executivo estadual de "desgoverno"e afirmou que "a velha política tem que mudar"; pela manhã Amastha já havia se desentendido com Miranda ao tentar impedir que o governador fizesse uso do microfone na cerimônia de lançamento da Campanha Nacional de Combate ao Aedes Aegypti

Amastha teve 49,65% dos votos em Palmas, no Tocantins (Foto: Paulo Emílio)

247 - O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), criticou duramente o governo de Marcelo Miranda (PMDB) por meio das redes sociais e disse estar rompido com o governo até que este pague os débitos que o Estado possui com o município.

Apesar de não fazer referências diretas ao entrevero ocorrido na manhã deste sábado durante o lançamento da Campanha Nacional de Combate ao Aedes Aegypti – quando teria tentado impedir Mirada de utilizar o microfone durante a cerimônia -, Amastha postou que "acontece que tudo tem limite. De que tem adiantado tanta cortesia com quem, além de não fazer NENHUMA parceria ainda nos prejudica MUITO. Chega".

"Estamos rompidos??? Sim... Até quando??? Até pagarem as contas. Depois disso prometo falar maravilhas. Eu não mudo. A velha política tem que mudar", postou em seguida ao dizer que o Tocantins passa por um "desgoverno".

O prefeito abriu a sessão de 17 postagens agradecendo o apoio da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, afirmando que ela "tem o agradecimento dos palmenses". "AJUDOU MESMO a viabilizar o evento. Parcerias de resultados", completou em seguida.

Nas postagens seguintes o socialista tentou justificar o rompimento com Marcelo Miranda e o mal estar ocorrido durante a cerimônia. "Muita gente especulando os motivos da nossa irritação com o governo. Infelizmente querem reduzir a um simples caso de política. Não é verdade", explicou.

Segundo ele, a razão maior está na dívida que o Estado teria com o sistema de saúde da capital do Estado. "Serei cobrado pelos palmenses pela superlotação nos Postos de Saúde e nas UPAs. Gestão de Palmas não merece", postou. "Trabalhamos MUITO para ser a segunda melhor capital do Brasil em cobertura de saúde. E agora vem esse desgoverno bagunçar o nosso trabalho", disparou.

Ainda segundo Amastha, a dívida em aberto chega a quase R$ 20 milhões. "Criminalmente descontam do funcionalismo os custos do Plansaúde e não pagam.Que acontece?Milhares de funcionários procurando as nossas UPAs", atacou. "Quer voltar a ter o meu respeito e consideração?? Pague as contas.Todos estamos em dificuldades. Nós cortamos na carne. Honramos o voto", completou.