Ambulantes cobram estrutura no Centro
Os ambulantes que trabalham no Centro de Maceió realizaram um protesto cobrando, da Prefeitura, melhores condições de trabalho; eles querem ocupar ruas específicas e o ordenamento das barracas
Alagoas247 - Dezenas de ambulantes que ocupam as ruas do centro de Maceió realizaram, na tarde desta terça-feira (05), um protesto por meio do qual exigiram da Prefeitura um local 'digno para o trabalho'. Pela manhã, eles chegaram a se reunir com o diretor de fiscalização da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), após operação que contou com o apoio de mais de 160 homens da Polícia Militar - para a retirada de 350 camelôs.
Os comerciantes, que foram retirados de forma pacífica, sugeriram ocupar as Ruas da Alegria e Boa Vista, além dos Becos da Moeda e São José. Atualmente, há ambulantes instalados em estacionamento localizado nas proximidades da Praça dos Palmares, além de no Shopping Popular, outro alvo de críticas pelos trabalhadores - que se queixam da suposta falta de divulgação.
Durante o protesto, os comerciantes exigiam o ordenamento das barracas. Alguns, mais exaltados, seguravam cartazes, na Praça Deodoro, em que afirmavam ser tratados como bandidos.
"O que queremos é continuar no calçadão, até que a prefeitura apresente um local mais estruturado. Por isso, resolvemos vir pedir o apoio dos vereadores", afirmou Aline Phayne, vendedora ambulante, durante o protesto que também contou com o apoio de vários movimentos sociais.
Os ambulantes foram recebidos pelos vereadores após se concentrarem, nesta tarde, em frente à sede do Legislativo Municipal, onde o trânsito foi bloqueado. Após o encontro, ficou acordado que os trabalhadores terão uma nova reunião com a SMCCU, desta vez na sede da superintendência.
Já pescadores de cooperativa instalada na Pajuçara deverão ter um encontro com o órgão da Prefeitura somente na próxima semana. Eles também participaram da manifestação, pois, pela manhã, fiscais da superintendência de controle do convívio urbano realizaram outra operação, para desocupar espaço - que não possui alvará de funcionamento - utilizado pela cooperativa.
Com gazetaweb.com
