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Ana Amélia espera reação dura do Supremo

A senadora pelo PP do RS espera que o STF seja firme no combate à corrupção e não aceite os recursos apresentados pelos réus do processo do mensalão; para a senadora, o que estaria em questão não é apenas o julgamento dos envolvidos no mensalão, mas a confiança dos brasileiros na Justiça

Em discurso na tribuna do plenário do Senado Federal, senadora Ana Amélia (PP-RS). (Foto: Leonardo Lucena)

Agência Senado - A senadora Ana Amélia (PP-RS) espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) seja firme no combate à corrupção e não aceite os recursos apresentados pelos réus do processo do mensalão, para realização de novo julgamento nos casos de condenação onde pelo menos quatro ministros votaram a favor do réu.

Até o momento, cinco ministros do Supremo acataram os recursos e cinco ministros votaram contra, ficando para a próxima semana o voto de desempate do ministro Celso de Melo.

Para a senadora, o que estaria em questão não é apenas o julgamento dos envolvidos no mensalão, mas a confiança dos brasileiros na Justiça e a expectativa pela conclusão do caso, que envolve corrupção e uso indevido de recursos públicos.

Em discurso da tribuna, nesta sexta-feira (13), Ana Amélia citou editorial do jornal Zero Hora, que trata o voto de desempate como "uma bomba caiu no colo do ministro Celso de Melo, o decano da atual composição do Supremo Tribunal Federal".

A senadora avaliou que o ministro, até lá, estará sob forte pressão, tendo de um lado a opinião pública pedindo a condenação dos réus e, de outro, militantes e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores, "torcendo pelo abrandamento das penas e pela postergação desse julgamento".

– Do Oiapoque, lá no norte do país, até o Chuí, extremo sul do meu estado, o Rio Grande do Sul, o que se espera é justiça, realidade, franqueza, transparência, sobretudo em relação a episódios de dilapidação e malversação do dinheiro público. O Brasil e o mundo estão atentos a esta grande e complexa questão – disse.

Ao finalizar seu pronunciamento, ela disse esperar que o Supremo Tribunal Federal confirme na próxima semana que "as manifestações das ruas não foram em vão".