Análise: os 3 principais problemas da Seleção Brasileira
Psicológico da equipe é muito abalado; o medo é o time não amadurecer a tempo e perder de forma traumática para outra seleção
Por Luis Mauro Queiroz, para o 247 - Ontem, antes do jogo entre Brasil e México, fiz um texto apontando os quatro motivos para se confiar na seleção. Continuo pensando que alguns motivos citados são legítimos e que poderiam levar a seleção ao topo.
Mas também percebi que o time tem muitas deficiências;
E a primeira delas é o psicológico muito abalado. Percebi que o time entrou abalado contra o México, o hino os emocionou muito. Não os tiro a razão, mas era de esperar que estivessem mais focados e não sentissem essa emoção toda antes da partida.
Esse aspecto só tende a piorar, pois até hoje, no comando de Felipão, este grupo não havia passado por problemas em um torneio, pois mesmo jogando mal nos primeiros jogos da Copa das Confederações do ano passado, concluiu a primeira fase de forma tranquila, sem muita pressão.
Agora penso ser um momento delicado para o time, não duvido em momento algum da classificação para a segunda fase, mas tenho medo desse time não amadurecer até um determinado momento e perder de forma traumática para outra seleção.
Afinal de contas, Parreira e sua comissão fizeram um ar de campeões antecipados do Torneio, sem ponderações e sem no mínimo imaginar que tropeços viriam.
Comentei que alguns motivos citados em meu texto ontem se mantinham, mas um me pegou de surpresa: a bagunça tática do time.
Começou o jogo com um 4-1-4-1 promissor, mas que se mostrou desorganizado.
A defesa não conseguia se ligar ao ataque com tranquilidade, o que deixou o time nervoso (entra o psicológico) e não produziu nada de importante no primeiro tempo.
Felipão mexeu, mas a entrada de Bernard espalhou muito o time, como muito bem disse Paulo Vinícius Coelho em sua coluna na Folha de S. Paulo:
"Trocar Ramires por Bernard e não por Wiliam espalhou ainda mais a equipe. A necessidade era ganhar o meio de campo e o treinador quis atacar num 4-3-3. A seleção perdeu o meio de vez."
E o que mais me impressionou, mostrando que não estava totalmente certo, foi a torcida. Não que tivesse vaiado, xingado ou algo do gênero. Mas no momento que se precisou de um apoio, a torcida não soube ou não pode dar, talvez por não conhecer muito desse negócio de futebol e apoio.
Não senti, em hora alguma, a parte boa de jogar em casa, mas só a parte complicada, que é a pressão de quem está no estádio. Espero que a seleção não sofra com esse problema por muitos jogos.
Muitos dos aspectos citados são mutáveis, e os piores corrigíveis. Então ainda há tempo para conserto, para ser campeão.
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