Anastasia tenta passar imagem de bom gestor, mas dados mostram o oposto

Índices dos governos tucanos em Minas Gerais revelam que, no período de maior crescimento do Brasil, o Estado ficou para trás; os únicos números que aumentaram nos governos Aécio Neves e Antonio Anastasia foram os gastos com propaganda, área comandada por Andréa Neves

Anastasia tenta passar imagem de bom gestor, mas dados mostram o oposto
Anastasia tenta passar imagem de bom gestor, mas dados mostram o oposto (Foto: Divulgação/Twitter)

Minas 247 - O marketing do tucano Antonio Anastasia, candidato de Aécio Neves ao governo de Minas Gerais, tenta apresentá-lo como "bom gestor" na campanha. A estratégia dos marqueteiros é afastar sua imagem das diversas denúncias existentes contra seu padrinho político e de sua trajetória no Senado, onde Anastasia sempre votou contra o interesse da maioria dos brasileiros e a favor do golpe.

Entretanto, dados publicados pelo Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado (SINDIFISCO-MG) derrubam a imagem de bom gestor de Anastasia. As informações foram veiculadas na revista de economia e negócios mineira Mercado Comum, em 2012, quando o aecismo já governava Minas Gerais há dez anos.

No período, o Brasil avançava em todos os indicadores, assim como a maioria dos estados do país, portanto o retrocesso que se verificava em Minas Gerais pode apenas ser creditado às irresponsabilidades das gestões Aécio e Anastasia. Confira algumas delas:

1. O crescimento do PIB foi o 22º lugar no Brasil (leia aqui).

2. A dívida pública do estado é a segunda maior e mais cara do País, perdendo apenas para a do Rio Grande do Sul; os governos Aécio e Anastasia esconderam por oito anos essa "bomba relógio" (leia aqui).

3. Crescendo abaixo da média nacional, Minas perde prestígio político e econômico (leia aqui).

4. Minas ocupa o 24º lugar em gastos com educação em 2011.

5. Na saúde, em 2011, Minas Gerais também o 24º do País, em termos de gastos.

6. Despesas com publicidade (só do Executivo) subiram, em dez anos, 462% (excluídos os gastos de marketing da administração indireta: Cemig, Copasa, Codemig, etc.).

7. Passivo a descoberto: se o Estado vender todos seus bens e direitos e pagar o que deve, ainda sobraria um "papagaio" de quase R$ 44 bilhões para os contribuintes quitarem (leia mais).

Além de apontar a responsabilidade de Anastasia como gestor – pois durante todo o período no governo do Estado, ele foi o responsável pela gestão, primeiro como Secretário de Estado do Planejamento e, depois, ocupando cargo de governador – os dados do SINDIFISCO-MG também alertam para a visível tentativa de esconder a culpa do aecismo e seu descaso com Minas Gerais, através da exagerada elevação dos gastos com publicidade. O índice de despesas com propaganda foi o único que aumentou no estado no período do tucano, agora candidato a deputado federal.

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