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Anderson Adauto e Paulo Piau brigam por prefeitura

Ambos do PMDB, o ex-ministro de Lula e o deputado federal que ganhou projeção ao relatar o novo Código Florestal estão em pé de guerra pela sucessão em Uberaba, no triângulo mineiro. Executiva estadual aprova intervenção na cidade

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Minas 247 - O PMDB de Uberaba está em guerra. Cada um dos lados em conflito é chefiado por políticos que ganharam projeção nacional nos últimos anos: o ex-ministro dos Transportes Anderson Adauto e o deputado federal Paulo Piau, que ficou famoso nacionalmente sobretudo ao relatar o polêmico novo Código Florestal, aprovado pela Câmara e agora aguardando aprovação - ou, mais provável, aguardando veto da presidenta Dilma Rousseff.

Adauto é o atual prefeito de Uberaba, cidade de pouco mais de 320 mil habitantes (sétima mais populosa em Minas) e quer indicar para sua sucessão o seu secretário de governo, Rodrigo Mateus de Oliveira Signorelli. Piau, porém, quer ser o candidato peemedebista em outubro e ganhou um importante aliado: a executiva estadual do PMDB aprovou nesta segunda-feira a intervenção no diretório municipal da cidade.

A avaliação do ex-ministro dos Transportes é de que ele foi o maior prejudicado com a medida, que chamou até de “golpe” para facilitar a vida da pré-candidatura de Paulo Piau. “Estou estarrecido pela posição da executiva, porque o diretório foi constituído já há alguns anos de forma legal”, disse Adauto.

O PMDB mineiro criará uma comissão interventora com cinco membros, todos indicados pela executiva. Esse grupo escolherá a forma de disputa interna no PMDB uberabense. A revolta de Adauto é porque o diretória local havia feito uma prévia interna no mês passado, indicando seu secretário de governo como o candidato do partido. Paulo Piau, por sua vez, disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, que a prévia havia sido “apenas um movimento que o prefeito organizou”. Piau tem como trunfo uma pesquisa encomendada pelo próprio PMDB, que o coloca com mais chances do que o secretário de Adauto. O prefeito alega que a intervenção em Uberaba foi motivada apenas por uma “compensação” dada pela cúpula nacional do partido pela atuação de Paulo Piau na reforma do Código Florestal.