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Aos gritos de “vendido” e “assassino”, Beto Mansur não consegue andar mais nem em sua própria cidade

Vice-líder do governo, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), é exemplo do desgaste de Temer; prefeito por duas gestões seguidas em Santos, Mansur não consegue andar em paz em seu domicílio eleitoral; Mansur foi vaiado e xingado, neste domingo (4), ao fazer uma inspeção no navio Nada; a embarcação tinha cerca de 25 mil bois embarcados no Porto de Santos; após a visita, o parlamentar disse que os animais “estão em boas condições”, apesar de sujos

1º secretário da Mesa Diretora, dep. Beto Mansur (PRB-SP), lê o pedido de impeachment protocolado na Casa contra a presidente Dilma Rousseff  (Foto: Charles Nisz)
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Revista Fórum - O vice-líder do governo, o deputado Beto Mansur (PRB-SP), é um exemplo do desgaste de Temer. Prefeito por duas gestões seguidas em Santos e eleito deputado pela Baixada Santista, Mansur não consegue andar em paz nem em seu domicílio eleitoral.

Acompanhado do presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), José Alex Oliva, Mansur foi duramente vaiado e xingado, na tarde deste domingo (4), por manifestantes ao fazer uma inspeção no navio Nada.

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A embarcação tinha cerca de 25 mil bois embarcados, no terminal Ecoporto, no Porto de Santos. Após a visita, o parlamentar disse que os animais “estão em boas condições”, apesar de sujos.

“Os bois estão em boas condições, se alimentando e tomando água. Fezes e urina estão indo para um tanque e não para o estuário do Porto de Santos. Este tanque tem um limite de mais cinco dias para se esgotar [a capacidade]. Eu acho que é importante que se chegue numa boa conclusão para poder liberar os animais para exportação ou interná-los novamente”, disse Mansur, em entrevista coletiva, depois da vistoria.

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Não bastasse o desgaste com o governo, Mansur foi também alvo da procuradora-geral da República Raquel Dodge, que o denunciou, em janeiro, por suposta sonegação de Imposto de Renda que teria causado rombo de R$ 796 mil ao fisco no ano de 2003. O deputado afirma discordar de pareceres da Receita a respeito do caso e afirma que vai provar sua inocência na Justiça. A denúncia está sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

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