Apenas 11% dos presos fazem ensino básico

Durante seminário em  Maceió para discutir a educação dentro do sistema prisional, foi revelado que apenas 11% dos presos em Alagoas cursam o ensino básico; aulas ocorrem no Presídio do Agreste e no complexo da capital; porém, não há oferta de educação no Presídio de Segurança Máxima (PSM) e na Casa de Custódia

Durante seminário em  Maceió para discutir a educação dentro do sistema prisional, foi revelado que apenas 11% dos presos em Alagoas cursam o ensino básico; aulas ocorrem no Presídio do Agreste e no complexo da capital; porém, não há oferta de educação no Presídio de Segurança Máxima (PSM) e na Casa de Custódia
Durante seminário em  Maceió para discutir a educação dentro do sistema prisional, foi revelado que apenas 11% dos presos em Alagoas cursam o ensino básico; aulas ocorrem no Presídio do Agreste e no complexo da capital; porém, não há oferta de educação no Presídio de Segurança Máxima (PSM) e na Casa de Custódia (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Apenas 11% dos presos de Alagoas cursam o ensino básico, que abrange o Fundamental e Médio. A informação foi passada durante um seminário na manhã desta sexta-feira (26), no auditório do Maceió Mar Hotel, na Ponta Verde. O evento buscou discutir a educação dentro do sistema prisional. 

Segundo a diretora de Educação, Produção e Laborterapia do sistema prisional, Andrea Rodrigues, hoje o estado tem 240 alunos dentro do Presídio do Agreste e 300 no complexo da capital, onde as aulas são de responsabilidade da Secretaria Estadual de Defesa Social e Ressocialização (Sedres) e acontecem no Santa Luzia, Baldomero Cavalcanti, Cirydião Durval, Centro Psiquiátrico Judiciário (CPJ) e o Núcleo Ressocializador. Não há, porém, oferta de educação no Presídio de Segurança Máxima (PSM) e na Casa de Custódia. 

Os números indicam que cerca de 11% dos detentos contam com educação básica, que engloba os Ensinos Fundamental e Médio, e mais 8% têm aulas de educação profissionalizante. A meta brasileira é de 10% e, com o novo plano que está sendo elaborado, a secretaria pretende chegar a 15%. 

“Não havia a oferta de educação em 2011, então não tínhamos uma estatística, porque o número de internos em processo de educação era zero. Hoje estamos um pouco acima da média do país, mas estamos trabalhando. A política de ressocialização do estado está em standby”, disse Andrea Rodrigues. 

O primeiro plano foi feito para o biênio 2013-2014. Na manhã de hoje, servidores do sistema, da educação, juizados e conselhos discutiram a situação do sistema para 2016-2017. “Queremos que as pessoas entendam que a educação é um direito e não um privilégio. Apesar de ainda não termos estatísticas, já conseguimos notar uma melhora dentro do sistema”, reforçou Adriana, citando que os professores recebem treinamentos três vezes ao ano sobre orientações de segurança para lidar com o ambiente carcerário.

Com gazetaweb.com

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