Apoio do BNDES ao Itaquerão está ameaçado

Presidente do Corinthians, Mario Gobbi, sentiu o golpe e se antecipou, dizendo que o Corinthians é vítima de "preconceito"; com R$ 10 bilhões emprestados ao grupo EBX, banco capitaneado por Luciano Coutinho pode evitar tomada de novos riscos

Apoio do BNDES ao Itaquerão está ameaçado
Apoio do BNDES ao Itaquerão está ameaçado

247 - O empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES para o estádio do Itaquerão pode não se concretizar. Com mais de R$ 10 bilhões emprestados a companhias do grupo EBX, de Eike Batista, o banco capitaneado por Luciano Coutinho pode evitar a exposição a novos riscos. Além disso, os protestos relacionados à Copa das Confederações dispararam um alerta dentro do banco. O financiamento, embora tenha sido anunciado, ainda não foi liberado.

Pressentindo o golpe, o presidente do Corinthians, Mario Gobbi, acusou o golpe. "O Corinthians ia fazer o estádio dele. Foi escolhido para ser o da Copa. Todos os estádios da Copa ganharam incentivos fiscais, não foi só o nosso. É que só falam da gente. Vai levar para Zona Leste, que é uma região carente, que precisa de emprego, desenvolvimento, o estádio vai levar isso para lá. Todos tiveram incentivos. Agora o Corinthians não pode. Porque os outros não vendem jornal, o que dá audiência é falar do Corinthians", disse ele, nesta quinta. "Nós vamos pagar o estádio, pagar caro. Não é de graça. Vamos ceder para a Copa e perder um ano de receita para fazer a abertura lá. Eu não temo nada. Acho que o que foi feito foi no Brasil todo [manifestações]. E eu respeito a liberdade de manifestação e expressão. Manifestar-se é direito de todos. Depredação, violência, aí já pula a cerca e torna-se crime", explicou.

Caso o Corinthians não consiga concluir a tempo o Itaquerão, que vem sendo construído pela Odebrecht, a Fifa lançaria mão do seu plano B, transferindo a abertura da Copa do Mundo de 2014 para Brasília.

 

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