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Após eleição, esquerda vê saldo positivo

Os partidos de esquerda em Alagoas, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e finalizado o processo eleitoral que elegeu vereadores e prefeitos no interior, avaliam que o resultado eleitoral ficou dentro da expectativa; até mesmo o PT, que diminuiu o número de vereadores, não considera essa perda desastrosa

Os partidos de esquerda em Alagoas, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e finalizado o processo eleitoral que elegeu vereadores e prefeitos no interior, avaliam que o resultado eleitoral ficou dentro da expectativa; até mesmo o PT, que diminuiu o número de vereadores, não considera essa perda desastrosa (Foto: Voney Malta)
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Alagoas 247 - Passado o processo eleitoral, o primeiro sem financiamento privado e após a turbulência do impeachment da presidente Dilma Rousseff, os partidos de esquerda que resistiram, em sua maioria ao seu lado, fizeram um balanço positivo da eleição municipal. Mesmo o PT, que encolheu no número de vereadores, não considerou a perda tão desastrosa.

Para o presidente do Diretório Municipal, o advogado e ex-vereador Ricardo Barbosa, o resultado eleitoral ficou dentro da expectativa do partido.

“Foi um resultado dentro do esperado, diante de tudo o que aconteceu. A eleição aqui e, mundialmente falando, foi marcada por uma ofensiva das forças conservadoras”, avaliou ele, que disputou o pleito como vice do candidato a prefeito Paulão.

Sob esse aspecto, Ricardo Barbosa – que é um estudioso do socialismo internacional desde a década de 1980, quando dirigiu nacionalmente a Convergência Socialista – a “derrota eleitoral não foi só do PT, mas de todos os partidos de esquerda”.

Depois dos resultados oficiais, o PT – que em 2012 elegeu 38 vereadores – no início do mês garantiu 26 cadeiras em todo o Estado. Quanto ao número de prefeituras, manteve duas delas, uma com a reeleição de Zé Cícero, em Inhapi, e de Zé dos Santos, em Olho d’Água do Casado. Em compensação, perdeu o comando da prefeitura de Santa Luzia do Norte, mas se mantém com o grupo que irá comandar a cidade.

Segundo Barbosa, parte do processo eleitoral está, sim, atrelado à avalanche de notícias envolvendo o partido. Isso, em sua visão, deve empurrar o PT a fazer uma clara avaliação sobre sua situação partidária. “Não podemos fazer um auto-flagelo, mas conversar com calma, fazermos um balanço e reconhecer nossos erros. Entendo isso não só como uma questão apenas de Lula, nem só do PT, mas com uma visão que inclua a unidade da esquerda. O quadro em que vivemos hoje exige isso”, ponderou.

Como forma de indicar um caminho, ele aponta as mobilizações contra a PEC 241, que prevê o congelamento de investimentos para áreas públicas, já é um ponto de união das lutas.

“Querem implantar o modelo asiático de produção, onde os financistas especuladores chegam garantindo emprego, mas sem direito algum para os trabalhadores. É o que estão fazendo com o Brasil, onde o governo, declaradamente, quer penalizar os pobres e oferecer o país para o capital especulativo”, concluiu o petista.

Com gazetaweb.com