“Aracaju em festa: último dia de João na prefeitura”

O jornalista Edson Júnior faz uma análise do desastroso governo do prefeito João Alves Filho (DEM), cuja gestão chega ao fim neste sábado (31), deixando Aracaju imersa em problemas: "dívidas, lixo, caos na saúde, malha viária tomada por buracos, servidores públicos municipais com salário de dezembro e 13º atrasados e o aracajuano perplexo com a bagunça que ele está deixando"; "A gestão não agradou aos aracajuanos. João passou parte do tempo reclamando da gestão de Edvaldo Nogueira (perdeu muito tempo chorando); outra parte da gestão passou a reclamar da crise (perdeu muito tempo esperando um milagre); e passou outra parte sem dar a cara na prefeitura (perdeu muito tempo dormindo)", ressalta o jornalista

O jornalista Edson Júnior faz uma análise do desastroso governo do prefeito João Alves Filho (DEM), cuja gestão chega ao fim neste sábado (31), deixando Aracaju imersa em problemas: "dívidas, lixo, caos na saúde, malha viária tomada por buracos, servidores públicos municipais com salário de dezembro e 13º atrasados e o aracajuano perplexo com a bagunça que ele está deixando"; "A gestão não agradou aos aracajuanos. João passou parte do tempo reclamando da gestão de Edvaldo Nogueira (perdeu muito tempo chorando); outra parte da gestão passou a reclamar da crise (perdeu muito tempo esperando um milagre); e passou outra parte sem dar a cara na prefeitura (perdeu muito tempo dormindo)", ressalta o jornalista
O jornalista Edson Júnior faz uma análise do desastroso governo do prefeito João Alves Filho (DEM), cuja gestão chega ao fim neste sábado (31), deixando Aracaju imersa em problemas: "dívidas, lixo, caos na saúde, malha viária tomada por buracos, servidores públicos municipais com salário de dezembro e 13º atrasados e o aracajuano perplexo com a bagunça que ele está deixando"; "A gestão não agradou aos aracajuanos. João passou parte do tempo reclamando da gestão de Edvaldo Nogueira (perdeu muito tempo chorando); outra parte da gestão passou a reclamar da crise (perdeu muito tempo esperando um milagre); e passou outra parte sem dar a cara na prefeitura (perdeu muito tempo dormindo)", ressalta o jornalista (Foto: Valter Lima)

Edson Júnior, em seu Facebook - Oficialmente, hoje é o último dia de João Alves como prefeito de Aracaju e da forma como vai entregar a cidade, parece nunca ter exercido o cargo. A cidade está destruída em problemas: dívidas, lixo, caos na saúde, malha viária tomada por buracos, servidores públicos municipais com salário de dezembro e 13º atrasados e o aracajuano perplexo com a bagunça que João está deixando.

Edvaldo deve herdar uma dívida de mais de 600 milhões de reais, cerca de 1/3 do orçamento de Aracaju para 2017, que é de 1,8 bilhão de reais. O problema, no entanto, não se resume apenas à dívida deixada. Logo na chegada, Edvaldo vai precisar negociar com credores para continuar comprando materiais indispensáveis aos serviços de cada secretaria, sobretudo na saúde.

E vai precisar dialogar com os servidores, que foram humilhados pelo prefeito João Alves Filho. Edvaldo chega com a folha de dezembro e 13º salário em aberto, além de servidores magoados e desmotivados.

E por mais incrível que possa parecer, João Alves não consegue enxergar o caos de sua administração e chegou a declarar em entrevista na Tv Sergipe que Edvaldo vai receber uma prefeitura melhor do que ele recebeu.

Confusão mental ou escárnio?

João Alves tem 75 anos e um invejável currículo político, tendo sido prefeito de Aracaju entre 1974 e 1977, ministro do Interior de 1987 a 1990 e três vezes governador de Sergipe, nos períodos de 1983 a 1987, 1991 a 1994 e 2003 a 2006.

Poderia ter parado por aí, no auge, apesar da derrota para o "menino" Marcelo Déda, em 2006. Aos que não se recordam, nas eleições de 2006, João Alves classificou Marcelo Déda como um menino, por considerá-lo frágil e inexperiente para disputar o governo com ele.

Pois o tal do "menino" venceu essa disputa e voltou a vencer o mesmo João em 2010.

Assim, João poderia ter encerrado sua carreira nessa última derrota, mas voltou a desafiar o tempo e seus próprios limites físicos. Candidatou-se à prefeitura de Aracaju em 2012 e venceu a eleição, aos 71 anos, com a promessa de fazer uma gestão que o aracajuano não iria esquecer. Nisso ele acertou, mas pelo que aconteceu de pior.

A partir daí, começa sua ruína como gestor consagrado e político vitorioso. João faz uma desastrosa gestão em Aracaju e coloca no pescoço a medalha de pior prefeito da capital, libertando o ex-prefeito Wellington Paixão desse desonroso título, que carregava há 24 anos.
João cometeu muitos erros como prefeito e o pior deles foi ter se recusado a ser prefeito. Nunca teve apetite para cuidar de Aracaju. Queria o marketing de uma gestão bem sucedida para catapultá-lo ao governo em 2014.

Não deu certo!

A gestão não agradou aos aracajuanos. João passou parte do tempo reclamando da gestão de Edvaldo Nogueira (perdeu muito tempo chorando); outra parte da gestão passou a reclamar da crise (perdeu muito tempo esperando um milagre); e passou outra parte sem dar a cara na prefeitura (perdeu muito tempo dormindo).

Pode-se dizer que a gestão de João Alves não conseguiu sair do bairro 13 de julho. Meteu lâmpadas LED na avenida, deu uma recapeada asfáltica em algumas ruas e construiu um bonito calçadão. A cidade se encerrava ali, com os demais bairros agonizando em problemas.

Outro erro de João foi ter apequenado José Carlos Machado na gestão e empoderado alguns auxiliares, com destaque para Carlos Batalha, seu fiel e competente secretário de comunicação, que deixou de fazer o que melhor sabia para se envolver em toda a gestão.

Batalha era uma espécie de prefeito de fato. Falava com status de gestor das diversas pastas e não apenas como secretário de comunicação.
Essa concentração em torno de Batalha também gerou problemas com vereadores da base do prefeito, que viam na candidatura de Thiaguinho, filho de Batalha, uma disputa desleal por uma vaga na Câmara.

Agamenon Sobral (PHS) foi um dos vereadores que gritou barbaridades em programas de rádio, reclamando que havia se desgastado dando sustentação ao prefeito durante 4 anos e na hora da campanha, a gestão deu prestígio e ferramentas para o filho de Batalha.

Se João tivesse ouvido e confiado mais em Machado, talvez a gestão não conseguisse cumprir as promessas feitas em campanha, mas, certamente, não encerraria o mandato de forma tão vergonhosa, tão calamitosa.

João Alves não deixa saudades e o aracajuano respira aliviado pelo fim de sua desastrosa gestão.

Seria ótimo, no apagar das luzes de sua gestão, poder elencar ações que revolucionaram Aracaju, mas nada podemos elencar a não ser problemas, problemas e problemas...

O pedido mais sincero e respeitoso ao ainda prefeito João Alves é que ele não agrida ainda mais sua biografia!

Hora de descansar, Dr. João!

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