Argôlo decide falar e se declara inocente

Depois de optar por ficar em silêncio no início de audiência pública da CPI da Petrobras em Curitiba, o ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo, decidiu falar e afirmou que não tem nada a ver com irregularidades na Petrobras; ele disse isso em resposta à deputada Eliziane Gama; "O senhor é inocente?", perguntou a deputada; "Claro que sou", respondeu Argôlo; ele também usou referências religiosas para responder algumas perguntas; "O senhor acha que errou?", perguntou o deputado Delegado Waldir; "Todo mundo erra. Até Jesus Cristo, que era filho de Deus, errou", disse Argôlo

Depois de optar por ficar em silêncio no início de audiência pública da CPI da Petrobras em Curitiba, o ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo, decidiu falar e afirmou que não tem nada a ver com irregularidades na Petrobras; ele disse isso em resposta à deputada Eliziane Gama; "O senhor é inocente?", perguntou a deputada; "Claro que sou", respondeu Argôlo; ele também usou referências religiosas para responder algumas perguntas; "O senhor acha que errou?", perguntou o deputado Delegado Waldir; "Todo mundo erra. Até Jesus Cristo, que era filho de Deus, errou", disse Argôlo
Depois de optar por ficar em silêncio no início de audiência pública da CPI da Petrobras em Curitiba, o ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo, decidiu falar e afirmou que não tem nada a ver com irregularidades na Petrobras; ele disse isso em resposta à deputada Eliziane Gama; "O senhor é inocente?", perguntou a deputada; "Claro que sou", respondeu Argôlo; ele também usou referências religiosas para responder algumas perguntas; "O senhor acha que errou?", perguntou o deputado Delegado Waldir; "Todo mundo erra. Até Jesus Cristo, que era filho de Deus, errou", disse Argôlo (Foto: Romulo Faro)
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Agência Câmara - Apesar de optar por seu direito constitucional de se manter em silêncio na reunião que a CPI da Petrobras realiza em Curitiba (PR), o ex-deputado Luiz Argôlo disse que não tem nada a ver com irregularidades na Petrobras. Ele disse isso ao responder pergunta da deputada Eliziane Gama (PPS-MA). "O senhor é inocente?", perguntou a deputada. "Claro que sou", respondeu.

Argôlo também usou referências religiosas para responder algumas perguntas.

"O senhor está arrependido?", perguntou o deputado Delegado Waldir. "É muito subjetiva sua pergunta", disse Argôlo. "Só posso dizer que os humilhados um dia serão exaltados. Isso está na Bíblia", concluiu o ex-deputado.

"Mas o senhor acha que errou?", insistiu o deputado. "Todo mundo erra. Até Jesus Cristo, que era filho de Deus, errou", respondeu Argôlo.

Troca de partido

O ex-deputado também falou de sua opção de trocar o PP para tentar se reeleger pelo Solidariedade no ano passado – pergunta feita pelo deputado Ivan Valente (Psol-SP). "Eu sempre trabalhei pelos municípios de minha base eleitoral. Mas infelizmente não consegui me reeleger", disse.

Argôlo afirmou que nunca indicou ninguém para cargos no governo e que o Solidariedade fazia oposição ao governo.

Ao justificar aos deputados sua opção de ficar em silêncio, Argolo disse que falar nunca o ajudou. "Eu vou ficar em silêncio porque nada do que eu disse, nem no Conselho de Ética [da Câmara] me ajudou", disse.

Argôlo é acusado de receber recursos de propina do doleiro Alberto Youssef quando pertencia ao PP, partido que trocou pelo Solidariedade depois de divulgadas as primeiras suspeitas contra ele.

O ex-deputado se negou a responder perguntas sobre sua amizade com Youssef, sobre os pagamentos que o doleiro afirma ter feito sistematicamente para o PP, sobre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa (que atuava junto com Youssef na arrecadação de propina de empresas contratadas pela Petrobras), sobre o uso de um helicóptero adquirido por Youssef e até mesmo sobre eventual arrependimento.

Críticas ao silêncio

O silêncio de Argôlo foi criticado pelos deputados da CPI da Petrobras. "Em 25 anos na Polícia Federal nunca vi essa tática de defesa funcionar. Pelo contrário. Quem colabora costuma obter benefícios como redução da pena", disse o deputado Aluisio Mendes (PSDC-MA).

"Quem adota essa prática é porque tem algo a esconder", disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Até agora, a CPI já ouviu a doleira Nelma Kodama e o René Pereira (condenado por tráfico de drogas e ligado ao doleiro Alberto Youssef).

Argôlo diz que conheceu Youssef quando ele era empresário

O ex-deputado Luiz Argôlo disse à CPI da Petrobras que teve uma "relação privada" com o doleiro Alberto Youssef. "Conheci Youssef como empresário que tinha investimento na Bahia. Eu tinha uma relação privada com ele. Se agora ele virou criminoso, doleiro, eu não tenho nada com isso. Ele já tinha investimento no estado da Bahia e eu o conheci depois de eleito deputado federal", disse Argôlo.

Segundo o ex-deputado, Youssef na época tinha um hotel em Salvador e depois comprou outro em Porto Seguro.
"Eu conheci o empresário Alberto Youssef na casa dos deputados Mário Negromonte e João Leão. Não o conheci com sacola de dinheiro nem como doleiro. Não recebi doação nenhuma de construtora em 2010", disse Argôlo.

O depoimento de Argôlo já foi encerrado.

Abaixo matéria publicada às 15h30, sobre decisão do ex-deputado de ficar em silêncio.

Argôlo fica em silêncio na CPI da Petrobras

O ex-deputado federal baiano Luiz Argôlo (sem partido) disse à CPI da Petrobras que vai usar seu direito constitucional de ficar em silêncio. Ele é o terceiro depoente da audiência pública realizada pela comissão, em Curitiba (PR), com o objetivo de ouvir as pessoas presas pela Operação Lava Jato.

"O senhor conhece o doleiro Alberto Youssef? Já participou de alguma maneira do esquema de ilicitudes comandado por ele?", perguntou o relator da CPI, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ).

"Deputado, em respeito à Câmara e também porque eu fui o único ex-deputado que prestou depoimento até agora, vou ficar calado", disse Argôlo.

Os ex-deputados Luiz Argôlo, André Vargas e Pedro Corrêa foram presos há um mês na 11ª fase da Operação Lava Jato. Argôlo foi apontado pelo doleiro Alberto Youssef como beneficiário de pagamento de propina de empresas contratadas pela Petrobras.

Na época, Argôlo pertencia ao PP e, segundo o doleiro, era um dos parlamentares que recebia repasses regulares a mando de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. A Polícia Federal suspeita que Argôlo tenha recebido algo entre R$ 2 e R$ 3 milhões de Youssef.

Youssef disse, em depoimento, que Argôlo chegou a pedir a ele um empréstimo para pagar as prestações de um helicóptero. O doleiro afirmou que se recusou a fazer o empréstimo, mas concordou em comprar o helicóptero e emprestá-lo a Argôlo durante a campanha eleitoral. O aparelho teria sido adquirido por Youssef por R$ 700 mil por meio de uma das empresas de fachada usadas pelo doleiro, a GFD.

Argôlo se recusou até a responder pergunta do deputado Bruno Covas (PSDB-SP) a respeito de eventual interesse em firmar acordo de delação premiada. "Prefiro não responder", disse o ex-deputado.

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