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Artistas cearenses ocupam sede do Iphan

Cerca de 50 artistas de diferentes áreas estão ocupando a sede do Iphan, em Fortaleza, desde o início da manhã de hoje, em adesão ao movimento nacional da classe artistica contra a extinção do Ministério da Cultura. Segundo os organizadores, a ocupação é por tempo indeterminado e tem como objetivo denunciar o retrocesso nas políticas culturais com a fusão do Minc com o Ministério da Educação, pelo governo interino de Michel Temer

Cerca de 50 artistas de diferentes áreas estão ocupando a sede do Iphan, em Fortaleza, desde o início da manhã de hoje, em adesão ao movimento nacional da classe artistica contra a extinção do Ministério da Cultura. Segundo os organizadores, a ocupação é por tempo indeterminado e tem como objetivo denunciar o retrocesso nas políticas culturais com a fusão do Minc com o Ministério da Educação, pelo governo interino de Michel Temer (Foto: Fatima 247)
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Ceará 247 - Aderindo ao movimento nacional de repúdio à extinção do ministério da Cultura pelo governo interino de Michel Temer, cerca de 50 artistas cearenses ocuparam a sede do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico - Iphan, no centro de Fortaleza, no início da manhã de hoje. A decisão de ocupar o Iphan foi tomada ontem, durante assembleia dos trabalhadores e trabalhadoras da área cultural, realizada na Vila das Artes. Segundo os organizadores do evento, a ocupação é por tempo indeterminado. Com cartazes e palavras de ordem o grupo afirma não aceitar o governo golpista e o retrocesso nas políticas culturais que representa a fusão do Minc com o ministério da Educação.

Quando foi anunciada a fusão do Minc com o ministério da educação teve início o movimento nacional da resistência, liderado inicialmente pela Associação Procure Saber e pelo GAP – Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música, que divulgou uma carta aberta a Michel Temer, que passou a circular na mídia nas redes sociais. Na carta os artistas afirmam que "a Cultura de um País, além de sua identidade, é a sua alma. O Ministério da Cultura não é um balcão de negócios. As críticas irresponsáveis feitas à Lei Rouanet não levam em consideração que, com os mecanismos por ela criados, as artes regionais floresceram e conquistaram espaços a que antes não tinham acesso. A Cultura é a criação do futuro e a preservação do passado. Sem a promoção e a proteção da nossa Cultura, através de um ministério que com ela se identifique e a ela se dedique, o Brasil fechará as cortinas de um grandioso palco aberto para o mundo. Se o MinC perde seu status e fica submetido a um ministério que tem outra centralidade, que, aliás, não é fácil de ser atendida, corre-se o risco de jogar fora toda uma expertise que se desenvolveu nele a respeito de, entre outras coisas, regulação de direito autoral, legislação sobre vários aspectos da internet (com o reconhecimento e o respeito de organismos internacionais especializados), proteção de patrimônio e apoio às manifestações populares".

Veja a íntegra da carta

 

Fotos: Mídia Ninja