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Assim como Eduardo, Geraldo não fala em 2014

O prefeito eleito do Recife pelo PSB, Geraldo Júlio, defende o Pacto Federativo para dar mais autonomia aos municípios, assim como o seu correligionário e governador de Pernambuco, Eduardo Campos; em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele também falou sobre o possível “voo” nacional do gestor estadual rumo ao Palácio do Planalto e disse que o seu partido se mantém fiel a presidente Dilma Rousseff (PT); de acordo com ele, ainda é muito cedo para falar de candidatura presidencial

Assim como Eduardo, Geraldo não fala em 2014

PE247 – O prefeito eleito do Recife pelo PSB, Geraldo Júlio, defende o Pacto Federativo para dar mais autonomia aos municípios, assim como o seu correligionário e governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Em entrevista ao jornal Valor Econômico, ele também falou sobre o possível “voo” nacional do gestor estadual rumo ao Palácio do Planalto e disse que o seu partido se mantém fiel a presidente Dilma Rousseff (PT). De acordo com ele, ainda é muito cedo para falar de candidatura presidencial.

Geraldo Júlio demonstra preocupação com a capacidade de investimentos da Prefeitura do Recife que, segundo ele, não passa de R$ 200 milhões por ano. Para cumprir as promessas de campanha, o socialista apostará na articulação junto ao Governo do Estado e aos parlamentares de Pernambuco no Congresso Nacional, além de diminuir o número de secretarias (hoje são 22) e de cargos comissionados (cerca de sete mil) na capital pernambucana.

Confira os principais trechos da entrevista concedida ao jornal Valor Econômico:

Sobre a possível candidatura de Eduardo Campos à Presidência me 2014 – “O PSB não é mais um partido regional. E é claro que vai ter um olhar sobre o Recife, mas também sobre as outras capitais administradas pelo partido. O PSB tem feito gestões bem avaliadas e é natural que sejamos observados. Quanto a 2014, acredito que essa questão está sendo mais explorada do que deveria. Estamos na base de apoio da presidente Dilma e temos sido muito fiéis ao longo dos anos. Estamos felizes com o crescimento do partido, mas é muito cedo pra falar em 2014”.

Sobre a formação de equipe técnica para atuar na gestão da capital pernambucana- “Um conjunto de partidos se uniu para oferecer uma alternativa de mudança. Agora todos, e não somente eu, têm a responsabilidade de fazer a transformação prometida. Ninguém vai participar que não seja pra fazer as coisas acontecerem. Vai funcionar na base da meritocracia. Mas tenho interesse que todos os partidos participem e sei que todos querem participar”.

Sobre a situação financeira da Prefeitura do Recife – “O cenário fiscal está muito apertado. A situação é muito grave para o Recife. Não sobra recurso para investimento próprio e ficamos muito dependentes da União e do governo do Estado. Mas, até onde eu pude verificar, as contas estão em dia. Só que a prefeitura investe hoje menos de R$ 200 milhões por ano, o que é muito pouco diante das necessidades do Recife. Sem geração própria de caixa, não há dinheiro para as contrapartidas. Vamos precisar muito da União e do governo do Estado”.

Sobre como agir para ampliar a capacidade de investimentos do município - “Consegui na semana passada com o Ministério do Trabalho R$ 10,5 milhões para a capacitação de 3 mil pessoas em seis meses. A prioridade deverá ser dada a funções ligadas às necessidades da Copa das Confederações, como hotelaria e restaurantes. Mas ainda não está definido. Estou conversando com o governo estadual para evitar sobreposição de projetos. Vamos cumprir todos os compromissos. Por exemplo, já consegui um acordo com a bancada pernambucana na Câmara e no Senado que garantiu R$ 137 milhões em emendas individuais e de bancada. Esse dinheiro garante a construção do Hospital da Mulher e das UPAs [Unidades de Pronto Atendimento] Especialidades. Em fevereiro começa a procura pelo terreno do hospital e ainda em 2013 ele começar a ser construído”.

Sobre a criação de um novo pacto federativo –“Acredito que deve haver o debate. Se a gente for ver como foi feita a distribuição do bolo, na Constituição de 1988, as receitas que compõe o FPE e o FPM representavam dois terços do total de receitas da União. Hoje representam menos da metade, ou seja, houve concentração. Os municípios, especialmente os menores, perderam capacidade de fazer investimentos e ficaram totalmente dependentes do governo federal para investir em saneamento e urbanização, por exemplo. Isso é uma crise que o país está vivendo. Precisa ser discutida a recomposição dessas contas. Uma das alternativas é a questão dos royalties [do pré-sal]”.