Audiência polêmica: Paço não vai recuar no IPTU

Audiência pública realizada segunda-feira na Câmara Municipal foi marcada por presença de secretários e funcionários da prefeitura na plateia para dar suporte ao reajuste de 60% no valor do IPTU; vereadores Clécio Alves e Célia Valadão defenderam o aumento e dizem que Paulo Garcia (PT) precisa aumentar a arrecadação do Paço; entidades classistas e empresários continuam contra o projeto de lei e prometem ir até o fim contra o reajuste; secretário de Finanças, Jeovalter Correia, afirmou que a prefeitura não vai recuar do aumento

Na Foto:Audiencia na camara municipal sobre IPTU
Materia:Camara 
Edição:Politica
Fotos:Fabio Lima
17.11.2014
Na Foto:Audiencia na camara municipal sobre IPTU Materia:Camara Edição:Politica Fotos:Fabio Lima 17.11.2014 (Foto: José Barbacena)

Goiás247 - A prefeitura de Goiânia realizou na manhã de segunda-feira, na Câmara Municipal, uma audiência pública para tratar do aumento no valor do IPTU. O prefeito Paulo Garcia (PT) quer 60% de reajuste para 2015 e outros 30% em 2016. Entidades classistas, sociedade e vereadores de oposição consideram o valor abusivo e são contra o projeto de lei que já começou a tramitar na Câmara.

A audiência foi polêmica e serviu para a prefeitura sinalizar que não vai recuar no reajuste. "Não há possibilidade de recuo", disse Jeovalter Correia, secretário de Finanças. A reunião foi marcada pela manifestação sempre efusiva e às vezes exagerada da plateia, composta em sua maioria por secretários e servidores comissionados da prefeitura.

O presidente da Câmara, vereador Clécio Alves (PMDB), discursou por meia hora e defendeu arduamente o reajuste. Ele disse que a prefeitura precisa aumentar sua arrecadação e para isso é necessário aumentar o valor do imposto. A vereadora Célia Valadão (PMDB), líder do prefeito na Câmara, foi outra defensora do projeto.

Célia já se manifestou publicamente a favor do reajuste e tenta de todas as formas manter a unidade da base do prefeito para que o projeto seja aprovado no plenário. Existe incerteza no Paço e entre os aliados sobre a aprovação da matéria. Paulo Garcia está enfraquecido na Câmara e a rejeição ao IPTU pode ser sua primeira grande derrota no Legislativo municipal.

 

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