Augusto Bezerra diz que o “povo não aceita aliança entre Déda e João”
Para o deputado estadual, embora haja uma aproximação administrativa, aliança DEM-PT não seria bem digerida pelo eleitor sergipano; comentário de Augusto é resposta a Cláudio Nunes, que afirmou em seu blog nesta terça-feira (26) que "os assessores do governador Marcelo Déda e do prefeito João Alves não escondem que os dois vêm conversando muito por telefone sobre ações administrativas"; "aliás, as conversas administrativas há muito tempo desembocam para a política", diz o jornalista
Sergipe 247 – O deputado estadual Augusto Bezerra (DEM) disse na manhã desta terça-feira (26), em entrevista ao radialista Gilmar Carvalho que, embora haja um entendimento administrativo entre o prefeito João Alves Filho (DEM) e o governador Marcelo Déda (PT), “o povo não aceita uma relação política entre os dois”. Na avaliação de Bezerra, “a eleição de João em Aracaju foi uma resposta do povo ao PT e uma possível aliança entre os dois partidos, decepcionaria o eleitor histórico do Partido dos Trabalhadores”.
As declarações do parlamentar demista são uma resposta ao comentário feito pelo jornalista Cláudio Nunes, em seu blog nesta terça-feira, cujo mote é de que estaria sim em curso um processo de aproximação entre o prefeito de Aracaju e o governador de Sergipe, além do entendimento administrativo. Intitulado “Do “companheiro” João Alves”, o texto cita entrevista da deputada estadual Conceição Vieira (PT), que não negou a possibilidade do acordo entre DEM e PT.
Confira o texto de Cláudio Nunes na íntegra:
Do “companheiro” João Alves
Petistas preparam "tapete verde" para 2014
Depois de duas eleições para o governo estadual, onde Marcelo Déda conseguiu a vitória no primeiro turno contra João Alves, nos anos de 2006 e 2010, ninguém fique surpreso se no palanque de 2014, as duas lideranças estiverem juntas.
Ontem, 25, o jornalista Joedson Teles, do portal Universo Político, fez uma entrevista com a deputada petista Conceição Vieira e quando questionada sobre uma possível aliança declarou: ““Quem quiser nos apoiar é importante, mas não para dizer veio porque quis e humilhar. Se tem perspectiva de ganho entre este projeto e o outro, e a terceira via, que pode ser qualquer um agrupamento, compreender que este projeto (agrupamento de Déda) é melhor e vem para ele, é importante. A gente deve agradecer. É natural. Temos um visão de mundo e sociedade e devemos permanecer nela. Se pessoas que tinham outro jeito de pensar entenderem que devem colaborar com esta visão para somar, devemos acolher, sendo o projeto do partido”.
Os assessores do governador Marcelo Déda e do prefeito João Alves não escondem que os dois vêm conversando muito por telefone sobre ações administrativas. Aliás, as conversas administrativas há muito tempo desembocam para a política. Dois fatos concretos: o apoio de João ao Proiveste e a reciprocidade de Déda, através da eleição de Vinicius Porto para a presidência da Câmara. Ou alguém pensa que Emanuel Nascimento, do PT, foi para Mesa Diretora por conta dos olhos de Vinicius? Tudo com o consentimento da liderança maior.
O grupo de Déda já tem um pré-candidato: Jackson Barreto (PMDB). Já o prefeito de Aracaju nega que deseja ser candidato ao governo, mas se a eleição fosse hoje todas as águas do rio desembocariam no leito eleitoral de João Alves.
O grupo comandado pelos irmãos Amorim não está morto. Analisa todos os movimentos sem esboçar o que pensa para o futuro. Está muito cedo, falta pouco mais de um ano para definição de candidaturas e o rio eleitoral pode mudar de curso rapidamente.
O mais engraçado hoje em dia é ouvir de alguns petistas, inclusive históricos, que depois da briga com o grupo Amorim e a novela do Proinveste, o senador Eduardo tornou-se “persona non grata” e por isso o já preparam o tapete verde para receber no palanque o “companheiro João Alves”.
E ainda tem gente que acredita na política ideológica e perde amigos brigando por políticos...
