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Ausência de política habitacional degrada lógica de ocupações

A absoluta ausência de política habitacional dos governos do município e do estado de São Paulo, sob gestão de dois vice-representantes não eleitos pelo voto, Bruno Covas (PSDB) e Márcio França (PSB), a lógica das ocupações passa por um momento critico de desorganização; a falta de interlocução entre movimentos e poder público gerou uma fragmentação das siglas dos grupos de sem-teto, o que dificulta o reconhecimento sobre a legitimidade de ambas as partes

São Paulo 01/05/2018 Incendio em prédio de 24 andares no Largo do paissandu em São Paulo. Foto Paulo Pinto/FotosPublicas (Foto: Gustavo Conde)

247 - A absoluta ausência de política habitacional dos governos do município e do estado de São Paulo, sob gestão de dois vice-representantes não eleitos pelo voto, Bruno Covas (PSDB) e Márcio França (PSB), a lógica das ocupações passa por um momento critico de desorganização. A falta de interlocução entre movimentos e poder público gerou uma fragmentação das siglas dos grupos de sem-teto, o que dificulta o reconhecimento sobre a legitimidade de ambas as partes.

"Surgidas nos anos 1980, organizações de reivindicação do direito à moradia protagonizaram a primeira invasão de imóvel no centro de São Paulo em 1997. Um casarão na alameda Nothmann, onde vivera o inventor Santos Dumont (1873-1934), foi convertido em abrigo para 400 famílias oriundas de cortiços da região. Desde esse marco inicial, ocorreram centenas de invasões de prédios. E os poucos movimentos que havia cresceram e se proliferaram a partir da demanda cada vez maior por moradia para a população de baixa renda.

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"A alta do desemprego e a queda na renda nos últimos anos incrementou esse cenário. Hoje, só na capital paulista, segundo cadastro do Ministério das Cidades, há 150 entidades ligadas à questão habitacional, convertendo a frente por moradia em uma confusa sopa de letrinhas".

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