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Bahia é imprescindível para o projeto de Eduardo

Eduardo Campos não poderá abrir mão da candidatura de uma senadora do seu partido que aparece com melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto entre os nomes da base do governo do estado que detém o quarto maior colégio eleitoral do país; o PSB precisa da Bahia para seu projeto presidencial; contudo, Lídice da Mata nega que a candidatura do governador de Pernambuco a presidente da República condicione a sua ao Governo da Bahia e garante que não romperá com Jaques Wagner; pelo menos por ora, não

Eduardo Campos não poderá abrir mão da candidatura de uma senadora do seu partido que aparece com melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto entre os nomes da base do governo do estado que detém o quarto maior colégio eleitoral do país; o PSB precisa da Bahia para seu projeto presidencial; contudo, Lídice da Mata nega que a candidatura do governador de Pernambuco a presidente da República condicione a sua ao Governo da Bahia e garante que não romperá com Jaques Wagner; pelo menos por ora, não (Foto: Romulo Faro)

Romulo Faro - Bahia 247

Com cinco anos de mandato pela frente (foi eleita em 2010), a primeira senadora da Bahia, Lídice da Mata, na condição de presidente do PSB na Bahia, se colocou de forma contrária à entrega dos cargos do partido no governo da presidente Dilma Rousseff, feita ontem em ato oficial sob comando do líder mor da legenda, o governador de Pernambuco e pré-candidato à presidência da República, Eduardo Campos.

E para manter coerência no seu posicionamento, Lídice tratou de afirmar ontem mesmo que o PSB terá independência e não romperá com o governo do petista Jaques Wagner na Bahia.

Mas a senadora sabe, contudo, que a candidatura de Eduardo Campos, praticamente irreversível, condiciona sua candidatura ao governo do estado em 2014 contra o PT de Wagner.

Afinal, Eduardo Campos não poderá abrir mão da candidatura de uma senadora do seu partido que aparece com melhor pontuação nas pesquisas de intenção de voto entre os nomes da base do governo do estado que detém o quarto maior colégio eleitoral do país. O PSB precisa da Bahia para seu projeto presidencial.

Por ora, apesar da lógica desenhada sobre o cenário de 2014, Lídice da Mata diz que o PSB segue com Jaques Wagner e que não é obrigada a ser candidata. "Nada muda", garante a senadora.

Também contrária à aproximação de Eduardo com o presidenciável tucano Aécio Neves, ela afirma que não há possibilidade de o PSB se tornar oposição à presidente Dilma. "Estamos com a base democrática do governo e vamos manter o apoio. Não vamos para a oposição. O afastamento não significa sequer que estamos rompendo com o PT. O próprio Eduardo Campos disse que o PT participa e continuará participando do governo dele".

Segundo a senadora, a saída do PSB do governo não altera alianças de estado algum. "Isso vai de acordo com a relação de cada direção do partido com os governos de onde são. No governo Wagner, por exemplo, não temos conflito. O governador sabe da minha possibilidade de ser candidata, o que não significa que isso não seja rediscutido", diz Lídice em entrevista ao site Bahia Notícias.

O PSB possui apenas uma secretaria de primeiro escalão no governo Wagner, a de Turismo, que está a cargo do ex-deputado federal Domingos Leonelli.