Baiano Aroldo Cedraz assume comando do TCU
O ministro baiano Aroldo Cedraz tomou posse hoje (10) como presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) e no discurso de posse disse ter convicção da seriedade e do comprometimento da presidenta Dilma Rousseff com a ética; ele ressaltou que isso será relevante para o resgate da confiança da sociedade e do mercado em seu governo
Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil
O ministro Aroldo Cedraz tomou posse hoje (10) como presidente do Tribunal de Contas da União, em substituição a Augusto Nardes. A cerimônia contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff. O ministro Raimundo Carreiro assume a vice-presidência do tribunal.
Formado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal da Bahia, Aroldo Cedraz foi eleito deputado federal pela Bahia em 1990, na época pelo PRN, e reeleito por três vezes (1994,1998 e 2002), tendo passado pelos partidos PMDB e PFL (atual DEM).
Em 2005 e 2006 exerceu o cargo de presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara. Ao longo de sua vida profissional foi presidente do grupo executivo Ford, em 2001 e 2002, e secretário de Indústria, Comércio e Mineração da Bahia, entre 2000 e 2002. Cedraz atuou como professor da Universidade Federal da Bahia entre 1974 e 1990, ano em que assumiu o cargo de professor da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública.
Foi indicado pela Câmara dos Deputados para substituir, em 2006, o ministro aposentado Adylson Motta. Depois da confirmação de seu nome pelo Senado e pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu o cargo de ministro do TCU em 3 de janeiro de 2007.
No discurso de posse, o novo chefe do TCU disse ter convicção da seriedade e do comprometimento da presidenta Dilma Rousseff com a ética. Ressaltou que isso será relevante para o resgate da confiança da sociedade e do mercado em seu governo. Citando o jurista, político e diplomata Ruy Barbosa, Cedraz revelou ter "impresso na alma a convicção de que a justiça cega para um dos lados não é justiça". Salientou que, para ser praticada, cabe a ela "enxergar igual" tanto a direita quanto a esquerda.
Dirigindo-se à presidenta Dilma, Cedraz reiterou a convicção "de sua seriedade e comprometimento com os mais altos valores éticos necessários para resgatar a confiança da sociedade e do mercado no país". Segundo ele, o TCU continuará fazendo "julgamentos técnicos" com objetivo de contribuir para o aperfeioamento da administração pública. "Nosso papel vai além da defesa do erário. Somos indultores do desenvolvimento econômico e garantidores dos ditreitos fundamentais", observou o ministro.
"Além disso, a burocracia precisa ser desmontada definitivamente", acrescentou. Cedraz destacou a necessidade da transparência das contas públicas ter prosseguimento, já que o objetivo é contribuir para o aperfeiçoamento da gestão e otimizar os recursos públicos.
"Como dizia o ex-ministro Delfim Netto, o problema brasileiro não é de falta de recursos", completou, enfatizando a importância da "boa gestão" para que o Estado preste bons serviços aos cidadãos.