Baianos dizem que é cedo discutir aumento de 16% para procuradores do MPF

Vice-líder do governo no Congresso, o baiano Benito Gama (PTB) diz que "ainda não dá para criar expectativa nem fazer nenhum comentário" sobre a proposta de reajuste de 16% no salário dos procuradores da República a partir do próximo ano; "Isso aí a gente ainda nem sabe se vai ser inserido na lei orçamentária de 2018 do governo. Temos que esperar o orçamento chegar em agosto para discutir qualquer coisa. Se o governo acatar a proposta do Ministério Público, aí ainda vai depender de os deputados aprovarem ou não a proposta no plenário da Câmara. Essa discussão não é para agora", diz Benito (foto)

Benito Gama
Benito Gama (Foto: Romulo Faro)
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Romulo Faro/Bahia 247 - Vice-líder do governo no Congresso Nacional, o baiano Benito Gama (PTB) diz que "ainda não dá para criar expectativa nem fazer nenhum comentário" sobre a proposta de reajuste de 16% no salário dos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) a partir do próximo ano.

A proposta de inclusão do reajuste ao orçamento do órgão partiu da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), e foi acolhida pelo plenário do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

"Isso aí a gente ainda nem sabe se vai ser inserido na lei orçamentária de 2018 do governo federal. Temos que esperar o orçamento chegar em agosto para discutir qualquer coisa. Se o governo acatar a proposta do Ministério Público, aí ainda vai depender de os deputados aprovarem ou não a proposta no plenário da Câmara. Essa discussão não é para agora", afirmou Benito.

O deputado não quis opinar sobre o percentual do reajuste, que tem sido alvo de protesto por causa de ser muito superior ao da inflação, em momento de crise, sobretudo por parte de categorias de trabalhadores que têm expectativa de reajuste zero para este ano. Inclusive o Ministério do Planejamento admite o risco de o governo não reajustar o salário de todos os servidores públicos federais neste ano.

Líder da oposição no Congresso, o também baiano Afonso Florence, do PT, seguiu Benito, e também preferiu não dar opinião sobre a proposta de reajuste do Ministério Público Federal.

"As informações que temos é de que isso é fruto de um acordo da categoria, e que depois o governo Temer botou uma pedra em cima. Tanto que o Ministério do Planejamento está falando de não dar reajuste a nenhum servidor público federal. Eu ainda não posso opinar sobre isso, só na próxima semana, quando a gente voltar ao Congresso. Agora, eu defendo que haja algum reajuste, pelo menos de reposição de perda e para manutenção do poder aquisitivo do trabalhador. Esse era o norte dos governos Lula e Dilma. Nós sempre defendemos que não deve haver redução do poder aquisitivo em período de crise", argumenta Florence.

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