Balança comercial goiana é recorde com US$ 312 mi

Exportações cresceram 56%, com valor total de US$ 713,315 milhões; este é o segundo melhor resultado mensal na história das exportações goianas; secretário Alexandre Baldy (foto) comemora: “Os índices revelam que, ao longo deste ano, as exportações goianas têm crescido aproximadamente 25%, enquanto a brasileira caiu 2%”

Balança comercial goiana é recorde com US$ 312 mi
Balança comercial goiana é recorde com US$ 312 mi (Foto: Edição/247)

Goiás247_ Goiás voltou a apresentar no mês de julho valores recordes em sua balança comercial. De acordo com dados apresentados hoje pelo secretário de Indústria e Comércio, Alexandre Baldy, as exportações goianas registraram crescimento de 56% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando o valor de US$ 713,315 milhões. Este é o segundo melhor resultado mensal na história das exportações goianas, perdendo apenas para maio deste ano, quando atingiram o valor recorde de US$ 826 milhões.

Entretanto, o saldo comercial goiano (diferença entre as exportações e as importações) apresentado neste mês de julho foi, até agora, o melhor de 2012, alcançando US$ 312,807 milhões. Isso porque, segundo Alexandre Baldy, houve um recuo nas importações, que totalizaram US$ 400,508 milhões. Nas séries históricas que consideram os índices comerciais do mês de julho dos últimos 10 anos, este é o segundo melhor julho do período, perdendo apenas para julho de 2008, quando a balança comercial goiana registrou superávit de US$ 323,554 milhões, com importações na casa dos US$ 320,048 e exportações de US$ 643,602 milhões.

"São resultados surpreendentes, sobretudo se comparados ao acumulado do ano passado, no mesmo período, onde nós tivemos resultados negativos na balança comercial (US$ 16,89 milhões de déficit). Os índices revelam que, ao longo deste ano, as exportações goianas têm crescido aproximadamente 25%, enquanto a brasileira caiu 2%. O saldo comercial goiano tem sido cada vez mais importante na balança nacional, onde já chegamos a ultrapassar os US$ 1,1 bilhão no saldo acumulado, o que corresponde a pouco mais de 10% do saldo nacional. Hoje somos 3% das exportações brasileiras para o mercado internacional", informa Alexandre Baldy.

Segundo Baldy, a queda das importações é um índice que deve ser avaliado com cuidado, pois, embora reflita positivamente no saldo da balança – sendo o retrato de um momento positivo – seus efeitos a médio e longo prazos podem significar, também, uma desaceleração do consumo interno. "É algo que temos que observar com muita cautela. É salutar para a balança comercial e pode ser um retrato saudável do momento atual, decorrente inclusive de outros fatores como a redução de IPI e formação de estoques, entre outros. Mas se essa queda for decorrente de um desaquecimento do mercado interno, temos que atuar de forma a aquecer a economia", analisa.

Para o secretário, o cenário atual projeta Goiás no cenário econômico nacional de forma muito forte, pois o Estado tem conseguido diversificar seu mercado consumidor e obter bons desempenhos, mesmo com as crises internacionais que atingem os Estados Unidos e os países da Europa. "Isso demonstra que nossa posição no mercado nacional e internacional se torna cada vez mais consolidada. Estamos atingindo mercados importantes. Em relação ao mesmo período do ano passado, dobramos as exportações de soja, sextuplicamos as de milho, numa demonstração clara de que os produtos goianos são essenciais ao consumo de todos os países, mesmo em tempos de crise. Nós dependemos menos de produtos supérfluos e nossos clientes precisam consumir", afirma Baldy.

De acordo com o secretário, o governo se concentra agora em ampliar a base de consumo dos produtos goianos, visitando novos mercados – realizando novas missões internacionais –, incrementando as políticas de estímulo à exportação para pequenos e médios empresários e ampliando as relações comerciais com os mercados que já negociam com Goiás.

Principais produtos

A soja (grãos, bagaços e óleo) continua sendo o principal produto exportado com participação de ( 44,4%), seguida das carnes (bovinas, aves, suínas e outras) que representa 16,7%, milho (8,8%), sulfeto de cobre (8,7%), açúcar (7,1%), ferroligas (5,9%), couros e derivados (2,6%), amianto, etanol, outros produtos de origem animal, algodão, preparações alimentícias, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos, gelatinas e seus derivados, produtos químicos orgânicos, veículos, vermiculitas, café, produtos farmacêuticos etc. Os principais países de destino dessas mercadorias são a China, Países Baixos (Holanda), Espanha, Rússia, Egito, Japão, Irã, Coreia do Sul, Estados Unidos e Hong Kong.

No mês, os principais produtos importados foram os veículos automóveis, tratores, suas partes e acessórios; produtos farmacêuticos; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; adubos ou fertilizantes; produtos químicos orgânicos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes; instrumentos e aparelhos de ótica , fotografia; plásticos e suas obras; borrachas e suas obras; obras de ferro fundido ou aço. Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Tailândia, Suíça, Alemanha, China, Rússia, México e Belarus, são os países de origem desses produtos.

Balanço do ano

De janeiro a julho, as exportações atingiram o valor de US$ 4,081 bilhões, um avanço de 24,8% se comparado com o ano passado. As importações caíram 1,1%, totalizando US$ 2,973 bilhões e perfazendo um saldo de US$ 1,107 bilhão. O secretário destaca que as exportações e o saldo brasileiro recuaram este ano em 1,66% e 38%, respectivamente. "No caminho inverso, nossas exportações cresceram 25% e o saldo evoluiu 422%. Esse saldo é importante para a economia goiana e também para a brasileira onde atualmente contribuímos com mais de 11% do saldo", considera.

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