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Balança comercial: grãos ajudam a atingir marca histórica

Economia goiana registrou, em abril, o segundo melhor resultado de sua balança comercial nos últimos dez anos; números apresentados pela Secretaria da Indústria e Comércio mostram que Goiás exportou US$ 685 milhões e importou US$ 368 milhões; produtos que mais se destacaram nas exportações goianas foram, pela ordem, o complexo soja (grãos, bagaços e óleo), com participação de 56% do total das vendas; as carnes (bovinas, suínas e de aves), 17,7%; ferroligas, 7,4%; couros e derivados , 5%; ouro, 3,5%; sulfeto de cobre, 2,7%

Economia goiana registrou, em abril, o segundo melhor resultado de sua balança comercial nos últimos dez anos; números apresentados pela Secretaria da Indústria e Comércio mostram que Goiás exportou US$ 685 milhões e importou US$ 368 milhões; produtos que mais se destacaram nas exportações goianas foram, pela ordem, o complexo soja (grãos, bagaços e óleo), com participação de 56% do total das vendas; as carnes (bovinas, suínas e de aves), 17,7%; ferroligas, 7,4%; couros e derivados , 5%; ouro, 3,5%; sulfeto de cobre, 2,7% (Foto: José Barbacena)

GoiásAgora - A economia goiana registrou, em abril, o segundo melhor resultado de sua balança comercial nos últimos dez anos. Os números apresentados pela Secretaria da Indústria e Comércio (SIC) mostram que Goiás exportou US$ 685,133 milhões e importou US$ 368,665 milhões, resultando em um superávit positivo de US$ 316,467 milhões.

Em sua primeira entrevista coletiva à frente da pasta, o secretário da Indústria e Comércio, William Leyser O’Dwyer, afirmou que Goiás colhe os resultados de políticas de incentivo e de investimentos governamentais realizados na última década, “uma semente que encontrou terra fértil para germinar”.

Na comparação com abril do ano passado, os números mostraram um recuo nas vendas para o mercado externo de 2,9%. No entanto, as importações apresentaram queda mais acentuada, com redução de 21,6%, o que resultou num aumento percentual de 34,3% no saldo comercial. Animado com os números, O’Dwyer relembrou o passado, quando foram criadas as câmaras temáticas na Fieg. “Naquela época, as exportações goianas não significavam sequer 1% das exportações nacionais. Exportávamos pouco mais de US$ 300 milhões. Hoje, representamos mais de 3,4% do que o Brasil exporta e projetamos para 2014 um saldo comercial que poderá ultrapassar os US$ 9 bilhões”, avaliou.

Segundo O’Dwyer, as missões comerciais internacionais e as políticas de incentivo do governo foram verdadeiros “divisores de água” na história do Estado, que possibilitaram parcerias comerciais com mais de 150 países e o consumo de mais de mil produtos goianos em todo o mundo. “Essas missões tiveram um início mais efetivo quando criada a Secretaria de Comércio Exterior, há oito anos. Elas trazem hoje os resultados que nós, àquela época, pretendíamos. Uma missão comercial, sobretudo internacional, normalmente é algo cujos resultados chegam em médio e longo prazos – e este período que nós estamos vivenciando agora em Goiás demonstra isso”, considera.

Destaques

Os produtos que mais se destacaram nas exportações goianas foram, pela ordem, o complexo soja (grãos, bagaços e óleo), com participação de 56% do total das vendas; as carnes (bovinas, suínas e de aves), 17,7%; ferroligas, 7,4%; couros e derivados , 5%; ouro, 3,5%; sulfeto de cobre, 2,7%; açúcar, 1,5%; amianto, 1%; outros produtos de origem animal, 1%; além de milho, máquinas e equipamentos elétricos e mecânicos; preparações alimentícias; materiais albuminóides a base de amidos e produtos químicos. A China foi o principal mercado para os produtos goianos. O país asiático comprou 40,7% do total exportado pelo Estado. Em seguida, aparecem os países baixos (Holanda), Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Hong Kong, Rússia, Arábia Saudita, Itália e Irã.

Dentre as importações, destacam-se automóveis, tratores e suas partes; produtos farmacêuticos; adubos ou fertilizantes; caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos; produtos químicos orgânicos; máquinas, aparelhos e materiais elétricos e suas partes; instrumentos e aparelhos de óptica e fotografia; plásticos e suas obras; borrachas e suas obras; e móveis e mobiliário médico-cirúrgico. Coreia do Sul, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Tailândia, Rússia, China, Canadá, Suíça e Índia foram os principais fornecedores.

Acumulado do ano
Segundo dados da SIC, de janeiro a abril deste ano, as vendas do Estado para o mercado internacional alcançaram US$ 2,341 bilhões, representando crescimento de 9,3% em relação a 2013. Neste mesmo período, as importações foram reduzidas em 15,3%, perfazendo o total de US$ 1,457 bilhão. O superávit resultante do período foi de US$ 884 milhões, novo recorde para a balança.

Em relação a economia brasileira, o superávit goiano representou mais de 62% do saldo nacional. A balança brasileira apresentou, em abril, queda de 4% nas exportações e de 11,1% nas importações. O superávit de US$ 506 milhões no mês serviu para amenizar o déficit acumulado no ano, que era superior a US$ 6 bilhões. Atualmente, Goiás responde com 3,47% de participação nas exportações brasileiras. No mesmo período, em 2013, o índice era de 3%, um “crescimento contínuo, que reforça a assertividade das políticas públicas adotadas para o comércio exterior”, aponta O’Dwyer.