Balanço trágico da polícia agrava crise no governo Alckmin

Das 24 chacinas registradas no ano passado na capital e na Grande São Paulo, apenas uma foi esclarecida; ano de 2012 foi o mais sangrento desde 2007 e provocou a queda do secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto

Balanço trágico da polícia agrava crise no governo Alckmin
Balanço trágico da polícia agrava crise no governo Alckmin

247 – Em plena crise da segurança pública, o governo de Geraldo Alckmin enfrenta um balanço trágico da Polícia Civil no Estado. Das 24 chacinas registradas no ano passado na capital e na Grande São Paulo, apenas uma foi esclarecida. No total, 80 pessoas morreram. Na região metropolitana, o ano passado foi o mais sangrento desde 2007.

A escalada da violência em 2012 provocou a queda do secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto e fez com que os governos estadual e federal fechassem um acordo de cooperação para conter a criminalidade. A parceria aconteceu após a troca de farpas entre o ex-secretário Ferreira Pinto e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

A única ocorrência de 2012 esclarecida, conforme a Secretaria da Segurança Pública, foi a do assassinato de três jovens, em Poá (Grande São Paulo), em 26 de dezembro.

Seis policiais militares foram presos pela Corregedoria da corporação na última sexta-feira acusados de participação nesse crime -os PMs alegam inocência.

O dia 5 de janeiro, seis pessoas morreram e três ficaram feridas no bairro Campo Limpo, na primeira chacina da cidade neste ano. Entre as vítimas estava a principal testemunha de outro crime na região, o assassinato de um servente que teria sido cometido por policiais militares há dois meses.

 

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