Bancários denunciam estudo que sugere incorporação do BNB ao BB

O Sindicato dos Bancários do Ceará teve acesso a um levantamento em elaboração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicando que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal, pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. De acordo com o estudo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é um dos bancos de desenvolvimento a serem incorporados ao Banco do Brasil. Para Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, é totalmente injustificável a incorporação do BNB ao Banco do Brasil, que não possui a expertise para promover o desenvolvimento da região nordestina

O Sindicato dos Bancários do Ceará teve acesso a um levantamento em elaboração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicando que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal, pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. De acordo com o estudo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é um dos bancos de desenvolvimento a serem incorporados ao Banco do Brasil. Para Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, é totalmente injustificável a incorporação do BNB ao Banco do Brasil, que não possui a expertise para promover o desenvolvimento da região nordestina
O Sindicato dos Bancários do Ceará teve acesso a um levantamento em elaboração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicando que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal, pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. De acordo com o estudo, o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) é um dos bancos de desenvolvimento a serem incorporados ao Banco do Brasil. Para Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará, é totalmente injustificável a incorporação do BNB ao Banco do Brasil, que não possui a expertise para promover o desenvolvimento da região nordestina (Foto: Fatima 247)
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Ceará 247 - Levantamento detalhado em elaboração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) indica que das 151 empresas estatais controladas pelo Governo Federal pelo menos a metade poderia ser privatizada, cinco incorporadas e três terem as suas funções reduzidas. O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e o Banco da Amazônia (Basa) surgem como passíveis de serem incorporados ao Banco do Brasil.

O estudo vem sendo conduzido pelo Observatório das Estatais, montado há um ano pela FGV, sob a coordenação dos economistas Márcio Holland e Valdir Simão, ex-ministro do Planejamento, que, apesar de acharem que a privatização está no rumo certo, não pode ter como justificativa principal resolver problemas de caixa do Governo.

O levantamento da FGV envolve estatais dependentes do Tesouro Nacional, não dependentes e subsidiárias. Entre as empresas dependentes do Tesouro que podem ser privatizadas está a Companhia de Desenvolvimento dos Vales São Francisco e do Paraíba (Codevasp), importante instrumento de desenvolvimento da região nordestina.

BNB – O Banco do Nordeste do Brasil S.A. (BNB), que no primeiro semestre de 2017 apresentou lucro líquido de R$ 298 milhões, integra a lista das empresas não dependentes de recursos do Tesouro Nacional. O BNB atende também os requisitos exigidos pela Constituição Federal no ato de criação e manutenção das estatais: ter finalidade social e interesse coletivo para atuar em áreas que a iniciativa privada não tem interesse.

"Se o próprio estudo do Observatório das Estatais da Fundação Getúlio Vargas adota como premissa esses dois pilares da Constituição Federal acima descritos é, no mínimo, contraditório sugerir a extinção do BNB e do Basa via incorporação ao Banco do Brasil", afirma Tomaz de Aquino, coordenador da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB e diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará.

"Se o BNB dá lucro, não depende de recursos da União, ao contrário, distribui dividendos todos os anos ao seu acionista majoritário – Governo Federal – e além disso cumpre função de extrema relevância como a de ser o maior agende financiador do microcrédito na América Latina e o maior operador do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) no Nordeste, é totalmente injustificável a sua incorporação ao Banco do Brasil que não possui a expertise para promover o desenvolvimento da região nordestina", disse Tomaz de Aquino.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Ceará

 

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