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Bandidos levam R$ 4 mi de carros fortes na BR-153

Ação planejada em detalhes teve suporte de armamento antitanque, em local da rodovia com baixa intensidade de sinal de celular, detalhes de uma ação planejada que vem sendo atribuída a integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC; três seguranças da empresa Federal de transporte de valores foram mortos após intenso tiroteio e outros nove foram feitos reféns, mas logo libertados, depois que o grupo bloqueou a rodovia; os 10 bandidos explodiram os cofres dos carros e fugiram em direção a Minas Gerais por estradas vicinais da região

Ação planejada em detalhes teve suporte de armamento antitanque, em local da rodovia com baixa intensidade de sinal de celular, detalhes de uma ação planejada que vem sendo atribuída a integrantes do Primeiro Comando da Capital, o PCC; três seguranças da empresa Federal de transporte de valores foram mortos após intenso tiroteio e outros nove foram feitos reféns, mas logo libertados, depois que o grupo bloqueou a rodovia; os 10 bandidos explodiram os cofres dos carros e fugiram em direção a Minas Gerais por estradas vicinais da região (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Goiás247 - Em uma ação aparentemente planejada em detalhes, um bando de cerca de dez assaltantes explodiu na tarde da segunda-feira (1º) três carros fortes de uma empresa de transporte de valores, mataram três seguranças e fugiram levando R$ 4 milhões. A ação aconteceu na altura do KM 647 da rodovia BR-153, no município de Morrinhos, distante 128 quilômetros de Goiânia, no sentido Itumbiara, em um trecho da rodovia onde a recepção de sinal de celular é de baixa intensidade.

A ação dos bandidos foi ousada, com suporte de armamento pesado que incluía um fuzil Ponto 50, cujo calibre da munição é utilizado em regiões de conflito bélico em baterias antiaéreas e artilharia antitanque. As balas perfuraram a blindagem dos carros fortes com facilidade. No inicio da ação, segundo relato de testemunhas (dentre elas nove seguranças que foram capturados e depois libertados ilesos a dois quilômetros do local da ocorrência) os criminosos bloquearam a rodovia atravessando um caminhão vermelho na pista. Dele desceram sete homens atirando contra o comboio. O impacto dos projéteis nos motores foi tão violento que uma das viaturas capotou.

Os dois carros remanescentes tentaram dar marcha à ré, mas um outro caminhão (possívelmente roubado pelos criminosos, assim como o primeiro), bloqueou o trajeto por trás. Alguns seguranças desceram dos carros fortes e revidaram ao ataque, iniciando um tiroteio que resultou nas mortes de Adriano Ferreira Barbosa, Argon Romel de Lima e Jean Santiago Queiroz Santos, todos funcionários da empresa Federal Segurança e Transporte de Valores Ltda.

Rendidos os demais seguranças, os bandidos explodiram os cofres e levaram, segundo fontes policiais informaram ao Goiás247, cerca de R$ 4 milhões. Essas mesmas fontes atribuem a ação a membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), devido ao modo de atuação planejado em detalhes, ao uso de explosivos, ao armamento de uso restrito das forças armadas e ao relato de testemunhas, que identificaram forte sotaque carioca nos criminosos.

A ação aconteceu próximo à divisa de Goiás e Minas Gerais, facilitando a fuga do bando, que deixou o local em duas camionetes, uma Mitsubishi L200 e uma Toyota Hylux, por estradas vicinais em direção ao limite entre Morrinhos e o município de Buriti Alegre.