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Bismarque: Militantes do PT não vão aceitar pedir voto para Kátia Abreu

Vice-presidente do PT do Tocantins, Bismarque do Movimento acredita que o apoio à reeleição da senadora Kátia Abreu (PMDB) vai enfraquecer a aliança PMDB-PT, firmada nesse domingo, 29; "O PT vai ter que explicar à sua militância os motivos que o levaram a apoiar a senadora, que historicamente é contra os movimentos sociais, contra a reforma agrária. A militância vai cobrar isso do partido e a maioria dos militantes não vai com força total pedir voto para Kátia Abreu, nem aceitar essa decisão na hora do voto", afirmou o dirigente; candidatos de outros partidos podem atrair a militância petista

Vice-presidente do PT do Tocantins, Bismarque do Movimento acredita que o apoio à reeleição da senadora Kátia Abreu (PMDB) vai enfraquecer a aliança PMDB-PT, firmada nesse domingo, 29; "O PT vai ter que explicar à sua militância os motivos que o levaram a apoiar a senadora, que historicamente é contra os movimentos sociais, contra a reforma agrária. A militância vai cobrar isso do partido e a maioria dos militantes não vai com força total pedir voto para Kátia Abreu, nem aceitar essa decisão na hora do voto", afirmou o dirigente; candidatos de outros partidos podem atrair a militância petista (Foto: Aquiles Lins)
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Tocantins 247 - A composição do PT com o PMDB, aprovada pelo PT em convenção nesse domingo, 29, está longe de ser consenso dentro do partido. Segundo o vice-presidente estadual do PT, Bismarque do Movimento, a maior dificuldade da aliança entre as duas legendas será o apoio de parte do PT à candidatura à reeleição da senadora Kátia Abreu (PMDB).

“O maior problema do partido será com a senadora Kátia Abreu. O PT vai ter que explicar à sua militância os motivos que o levaram a apoiar a senadora, que historicamente é contra os movimentos sociais, contra a reforma agrária. A militância vai cobrar isso do partido e a maioria dos militantes não vai com força total pedir voto para Kátia Abreu, nem aceitar essa decisão na hora do voto", afirmou o dirigente petista. 

O vice-presidente da legenda não descartou a hipótese de, mesmo com a aliança, na prática os militantes anti-Kátia pedirem votos para outros candidatos a senador. "Vamos analisar o quadro e ver quais são os outros candidatos", afirmou. 

Bismarque defendeu que o partido mantivesse a candidatura própria, do ex-prefeito Paulo Mourão, apesar da resolução nacional que indica o apoio ao PMDB. O vice-presidente afirmou ainda ter ficado surpreso com a decisão do partido de optar por ficar a suplência de senador, ao invés de indicar o candidato a vice-governador, como determinava a resolução nacional do PT.

"A nossa corrente votou para que o PT tivesse a vice. Mas a maioria dos delegados votou pela suplência, não sei que estratégia foi essa dos delegados, mas vamos acatar", afirmou. O partido indicou Milne Freitas como candidato a suplente da senadora Kátia Abreu.