Blatter pede desculpas por comentários sobre racismo

"Quando se faz alguma coisa que no totalmente correta, s posso dizer desculpas", disse o presidente da Fifa; Blatter havia dito que casos de racismo no esporte poderiam ser resolvidos com um "aperto de mo ao final da partida"

Blatter pede desculpas por comentários sobre racismo
Blatter pede desculpas por comentários sobre racismo (Foto: DIVULGAÇÃO)
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O presidente da Fifa, Joseph Blatter, veio a público nesta sexta-feira para se desculpar pelos seus comentários sobre racismo. Ele havia dito que os casos que acontecessem em campo poderiam ser resolvidos com um "aperto de mão ao final da partida", o que levantou a ira de nomes como o primeiro-ministro britânico, David Cameron, e os jogadores Rio Ferdinand e David Beckham, todos ingleses.

"Quando se faz alguma coisa que não é totalmente correta, só posso dizer desculpas para todas aquelas pessoas que se sentiram atingidas pelas minhas declarações", declarou Blatter. "Isto me magoou e ainda estou magoado porque eu não podia prever estas reações", completou.

O presidente havia dado a entender que problemas com racismo em campo não deveriam ser levados para fora da esfera esportiva e que tudo deveria se resolver entre os próprios jogadores. Como resposta, Ferdinand disse que o comentário era "condescendente" e "quase risível", enquanto David Cameron e Beckham avaliaram como "espantosa" a declaração.

A reação parece ter feito Blatter repensar sua opinião sobre o assunto e nesta sexta ele afirmou que terá "tolerância zero" com estes casos. "Esta foi uma boa lição para mim também", disse o dirigente, que viu a onda de insatisfação na Inglaterra em relação a ele crescer ainda mais com o episódio.

A relação entre as partes não é boa desde que o país perdeu a eleição para sediar a Copa do Mundo de 2018, vencida pela Rússia. A partir daí, os ingleses lideraram a investigação sobre supostas irregularidades na Fifa e chegaram a pedir a Blatter que se retirasse do seu cargo.

"Eu não posso renunciar", declarou o mandatário à rede de TV inglesa BBC. "Por que eu deveria? Deixar o cargo seria totalmente injusto e não compatível com o meu espírito de luta, meu caráter, minha energia", completou.

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