Blindado pela Justiça, Aécio surfa na delação de Palocci

Apesar de flagrado em gravações feitas por executivos do grupo J&F pedindo R$ 2 milhões em propinas, o senador e candidato a deputado federal Aécio Neves (PSDB) usou sua página no Facebook para comemorar o fim do sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, decretado por Sergio Moro a apenas seis dias da eleição; "Nunca tive dúvidas de que a verdade viria à tona e, hoje, estamos mais próximos dela", postou em referência às acuações feitas por Palocci contra a presidente deposta Dilma Rousseff

Blindado pela Justiça, Aécio surfa na delação de Palocci
Blindado pela Justiça, Aécio surfa na delação de Palocci (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
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Minas 247 - Apesar de flagrado em gravações feitas por executivos do grupo J&F pedindo propinas, o senador e candidato a deputado federal Aécio Neves (PSDB) usou sua página no Facebook para comemorar o fim do sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, decretado por Sergio Moro a apenas seis dias da eleição. Na rede social, o tucano, que vem sendo blindado pela Justiça das denúncias contra si, postou; "Nunca tive dúvidas de que a verdade viria à tona e, hoje, estamos mais próximos dela".

Segundo Aécio, ele já vinha alertando para "as ilegalidades cometidas" pela presidente deposta Dilma Rousseff. Em sua delação, Palocci diz que durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o PT promoveu o loteamento de cargos na Petrobrás para facilitar a obtenção de recursos ilícitos para campanhas eleitorais, incluindo a que elegeu Dilma Rousseff, em 2010.

No texto, Aécio disse, ainda, que o empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS, foi "cúmplice" no processo de arrecadação ilegal. O senador, que responde a processos de corrupção no Supremo Tribunal Federal (STF) foi gravado por Joesley pedindo R$ 2 milhões em propina que, segundo ele, seriam utilizados para pagar a sua defesa nos processos a que responde no âmbito da Lava Jato.

"Não tenho dúvidas de que um dos principais cúmplices desse crime foi o sr. Joesley Batista, largamente beneficiado em seu governo e que, para atender seus aliados do PT, armou uma trama perversa para me atingir, gravando uma conversa em que um empréstimo privado adquiriu ares de ilegalidade, mesmo sem que houvesse dinheiro público envolvido ou qualquer contrapartida", escreveu o tucano.

Aécio, que perdeu a eleição presidencial de 2014 para Dilma Rousseff e candidata ao Senado pelo Estado de Minas Gerais, disse, ainda que Dilma é investigada pelo recebimento de US$ 150 milhões do grupo J&F.

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