Brasil deixou a Fifa com um grande desafio, diz Valcke

Secretário-geral da Fifa voltou a falar neste sábado em atrasos e na dificuldade de se concluir as obras da Copa do Mundo a tempo; "Estamos falando de condições em que o cimento não está nem mesmo seco", disse, em coletiva de imprensa; na próxima terça-feira, faltarão apenas 100 dias para o Mundial; "não tem sido nada fácil", ressaltou ainda Jérôme Valcke; por fim, o dirigente decidiu fazer um discurso otimista: "vai dar certo, e vocês terão o que esperam"

Secretário-geral da Fifa voltou a falar neste sábado em atrasos e na dificuldade de se concluir as obras da Copa do Mundo a tempo; "Estamos falando de condições em que o cimento não está nem mesmo seco", disse, em coletiva de imprensa; na próxima terça-feira, faltarão apenas 100 dias para o Mundial; "não tem sido nada fácil", ressaltou ainda Jérôme Valcke; por fim, o dirigente decidiu fazer um discurso otimista: "vai dar certo, e vocês terão o que esperam"
Secretário-geral da Fifa voltou a falar neste sábado em atrasos e na dificuldade de se concluir as obras da Copa do Mundo a tempo; "Estamos falando de condições em que o cimento não está nem mesmo seco", disse, em coletiva de imprensa; na próxima terça-feira, faltarão apenas 100 dias para o Mundial; "não tem sido nada fácil", ressaltou ainda Jérôme Valcke; por fim, o dirigente decidiu fazer um discurso otimista: "vai dar certo, e vocês terão o que esperam" (Foto: Gisele Federicce)
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ZURIQUE, 1 Mar (Reuters) - O atraso na entrega dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo deste ano representa um grande desafio para a Fifa, disse o secretário-geral da entidade que controla o futebol no mundo, Jérôme Valcke, neste sábado.

"Estamos falando de condições em que o cimento não está nem mesmo seco", disse Valcke a repórteres. Na próxima terça-feira, faltarão apenas 100 dias para o Mundial.

"Ainda temos que instalar todo o sistema de tecnologia da informação para a imprensa. Sem isso e os serviços de telecomunicações em dia, vocês irão dizer que somos os piores organizadores e que esse foi o pior evento de todos."

"Mas para instalar a tecnologia em um estádio, precisamos de pelo menos 90 dias e precisamos trabalhar para todas as partes envolvidas, nossos parceiros comerciais, nossos parceiros de mídia, hospitalidade... A bola começa a rolar no dia 12 de junho e só para no dia 13 de julho, e acho que as coisas funcionarão bem, mas também é verdade que sempre que você recebe algo atrasado se torna um desafio muito grande deixar pronto a tempo", acrescentou o dirigente.

"Não sou um especialista em Copa do Mundo, mas posso dizer claramente que não tem sido nada fácil", disse em entrevista coletiva após reunião anual com a International Board, órgão que regulamenta as regras do futebol.

"Estamos a quase 100 dias do início do primeiro jogo em um estádio em São Paulo que ainda não está pronto e só ficará mesmo a partir do dia 15 de maio. E como sabem, outros dois estádios (Curitiba e Manaus) também estão bem atrasados."

CHUTE NO TRASEIRO

Nesta mesma semana há dois anos, Valcke proferiu aquela que foi uma das suas frases mais polêmicas, dizendo que o "Brasil precisa de um chute no traseiro", causando a ira do comitê organizador local, mas que, ao mesmo tempo, também surtiu o efeito desejado.

Perguntado se os brasileiros precisariam agora de um novo "chute no traseiro", Valcke desviou da polêmica. "Pergunte-me quando a Copa do Mundo tiver acabado", respondeu.

"Nós já tivemos que colocar tudo em seu devido lugar e agora são esforços de última hora, mas vamos trabalhar até o último instante. Vai dar certo, e vocês terão o que esperam, os times terão do bom e do melhor."

"Sem dúvida, os estádio são lindos, mas por ora ainda é um desafio para os organizadores. E não estou fazendo uma crítica. É apenas um desafio. Temos que encontrar as soluções."

(Por Brian Homewood)

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