Briga de corretora desaparecida envolvendo síndico conta com 12 processos, agressões e expulsão do prédio
Daiane Alves Souza, de 43 anos, está desaparecida desde dezembro do ano passado em Caldas Novas, no interior de Goiás
247 - A corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro do ano passado em Caldas Novas, no interior de Goiás, moveu 12 processos judiciais contra o síndico de seu prédio, Cleber Rosa de Oliveira. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Segundo os advogados, as ações tramitam nas esferas cível e criminal. Do total, 11 processos seguem em andamento na Justiça e um foi arquivado com decisão favorável a Daiane. As denúncias foram registradas antes do desaparecimento da corretora.
Entre os registros apresentados por Daiane à Justiça, há um vídeo no qual ela afirma ter sido agredida pelo síndico. O material foi anexado a um dos processos e integra o conjunto de denúncias feitas por ela contra a administração do condomínio.
Ainda de acordo com a defesa da família, o síndico chegou a tentar convocar uma reunião no prédio com o objetivo de expulsar Daiane do condomínio. No entanto, a corretora recorreu ao Judiciário e obteve uma decisão que suspendeu a realização da assembleia, revertendo a iniciativa.
Em nota, o Ministério Público de Goiás (MPGO) informou que há denúncias formalizadas por Daiane contra Cleber Rosa de Oliveira, mas ressaltou que os fatos apurados nos processos são anteriores ao desaparecimento e que, até o momento, não existe ligação comprovada entre as ações judiciais e o sumiço da corretora.
A CNN Brasil informou que tenta contato com a defesa do síndico. O espaço permanece aberto para manifestação.
Daiane está desaparecida desde o dia 17 de dezembro de 2025. A última vez em que foi vista ocorreu dentro do elevador do prédio onde morava, conforme registros das câmeras de segurança do condomínio. Desde então, familiares e amigos não conseguiram mais contato com ela.
O caso ganhou repercussão nacional pelas circunstâncias do desaparecimento, ocorrido dentro do próprio prédio. Segundo a mãe da corretora, Nilse Alves Pontes, não há imagens de Daiane após ela deixar o elevador no subsolo.
No dia do desaparecimento, Daiane teria se incomodado com a falta de energia elétrica em seu apartamento e decidiu sair para verificar o problema. Ela desceu pelo elevador e, durante o trajeto, encontrou um vizinho, com quem conversou sobre o corte de luz.
As imagens mostram os dois descendo juntos até o segundo andar do subsolo, onde deixam o elevador. Em seguida, o sistema de câmeras registra uma interrupção de cerca de dois minutos.
Quando as imagens retornam, Daiane aparece entrando novamente no elevador, desta vez sozinha. Ela sobe alguns andares, olha diretamente para a câmera de segurança e depois desce no primeiro subsolo. A partir desse momento, não há novos registros de sua movimentação.
Inicialmente, o desaparecimento foi investigado sob diferentes hipóteses. Posteriormente, a Polícia Civil de Goiás passou a tratar o caso como homicídio.
A mudança de abordagem foi confirmada pela mãe da vítima, que informou que, na última sexta-feira (16), a investigação passou oficialmente para a Delegacia de Homicídios.
Em nota, a Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que foi criada uma força-tarefa para apurar o desaparecimento de Daiane Alves Souza. Os trabalhos estão sob responsabilidade do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), com atuação integrada de equipes das delegacias locais.
Até o momento, não há informações oficiais sobre suspeitos ou sobre o paradeiro da corretora. As investigações seguem em andamento.