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Briga no PT pode selar destino de Júnior Friboi

Há quem perceba um movimento estratégico de iristas no embate entre Paulo Garcia e Antonio Gomide; a ideia seria estimular ao máximo a divisão petista para, no momento certo, a candidatura de Iris surgir como único fator capaz de pacificar a sigla e a aliança; é fato que, sem Iris na cabeça de chapa, todos os gatos são pardos no campo oposicionista

Há quem perceba um movimento estratégico de iristas no embate entre Paulo Garcia e Antonio Gomide; a ideia seria estimular ao máximo a divisão petista para, no momento certo, a candidatura de Iris surgir como único fator capaz de pacificar a sigla e a aliança; é fato que, sem Iris na cabeça de chapa, todos os gatos são pardos no campo oposicionista (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Goiás247_ A disputa interna no PT entre os prefeitos Antonio Gomide (Anápolis) e Paulo Garcia (Goiânia) deixa o pré-candidato oficial do PMDB, Júnior Friboi, em situação de alerta. Se Garcia defende que a sigla aliada tenha prioridade na indicação da cabeça de chapa de uma eventual aliança, o fator Friboi é um dos principais motivos que estimulam a pré-candidatura de Gomide no PT, pelo simples fato de que, sem Iris, todos os gatos são pardos na oposição; ou seja: todos largam em pé de igualdade.

Há, porém, quem perceba um movimento estratégico de iristas no embate entre Garcia e Gomide. A ideia seria estimular ao máximo a divisão no PT para, ao final, a candidatura de Iris surgir como único fator capaz de pacificar a sigla.

Principal defensor da adesão do PT ao projeto peemedebista, Garcia é aliado incondicional de Iris Rezende, que, muito embora diga que Friboi tenha o direito de tentar ser o candidato do partido, nunca negou que esse nome não poderia ser o dele próprio.

Diante da rusga interna, artificializada ou não, Iris se movimenta nos bastidores. O peemedebista recebeu Gomide na última sexta-feira (10) para uma conversa amigável. Pode ser o início de um pacto que integre o petista anapolino na chapa.

Há duas hipóteses a ser consideradas. Na primeira, menos provável, Iris, na iminência de ser derrotado internamente por Friboi, manifeste seu apoio ao petista com o argumento da manutenção da aliança – sem a qual o projeto oposicionista enfrentaria ainda mais dificuldades.

Na segunda, mais possível, Iris surge como o fator de aglutinação no PT, encabeçando a chapa, com Gomide na vice. A Friboi restaria a vaga ao Senado. A solução não é a da preferência do empresário. Nos bastidores, porém, comenta-se já há algum tempo que a família Batista prefere Júnior em Brasília, defendendo os interesses do grupo JBS junto ao governo federal.