Cachoeira consegue liminar e não depõe à CPI

Liderada pelo ex-ministro Márcio Thomaz Bastos, defesa do bicheiro alegou que não teve acesso amplo a todos as informações que estão em poder da comissão; agora, audiência desta terça-feira da CPI mista deve se concentrar em apreciar novos requerimentos

Cachoeira consegue liminar e não depõe à CPI
Cachoeira consegue liminar e não depõe à CPI (Foto: Montagem/247)
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247 com Agência Brasil – O bicheiro Carlinhos Cachoeira conseguiu liminar, concedida pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), e não irá depor nesta terça-feira na CPI mista que investiga suas atividades com políticos de todo o País. O habeas corpus (confira a íntegra) foi concedido sob o argumento de que o bicheiro não teve acesso amplo a todos as informações que estão em poder da comissão. "Para decidir se fala ou se cala, ele precisa antes saber o que há a seu respeito", destacava trecho do pedido, feito pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende Cachoeira.

O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), já trabalhava com essa possibilidade. "Devo alterar [o cronograma] se ele não depuser, o plano de trabalho deverá sofrer os ajustes necessários. Não altera negativamente. O relator está com um norte muito bem posicionado. Depois dos depoimentos dos delegados, o depoimento do acusado é importante, mas, certamente, o relator já tem os planos alternativos para o caso de ele exercer suas garantias, de ficar calado ou de o Supremo decidir liberando sua presença aqui", disse o presidente.

Vital do Rêgo havia adiantado que, caso Cachoeira não comparecesse, a comissão poderia apreciar as dezenas de requerimentos que aguardam discussão e votação. "Caso ele não compareça, imediatamente eu convoco reunião administrativa, trabalhando sob uma hipótese, para não perder o dia. Votos os requerimentos com os quais estou preparando pauta. Tenho que preparar um plano B, que seria antecipar a reunião administrativa para amanhã [15]", informou, mais cedo, o presidente da CPMI.

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