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Cadete do Exército é detido após assediar policial militar em bloco no Ibirapuera

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como desacato, resistência e lesão corporal

Até o momento, o Exército Brasileiro não divulgou detalhes sobre possíveis medidas disciplinares internas contra o cadete (Foto: Reprodução TV Globo)

247 - Um cadete do Exército Brasileiro foi detido durante um bloco de Carnaval realizado no Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, após ser acusado de assediar uma policial militar que atuava na segurança do evento. O caso ocorreu na terça-feira (17) e ganhou novos desdobramentos após a abertura de investigação para apurar a abordagem policial. As informações foram divulgadas inicialmente pelo UOL Notícias. 

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o militar teria realizado gestos considerados inadequados contra a agente, que monitorava o fluxo de foliões durante o cortejo carnavalesco no circuito do Ibirapuera. Testemunhas relataram que o cadete teria enviado beijos e feito sinais direcionados à policial, comportamento classificado como assédio.

De acordo com a SSP, o homem foi advertido pelos policiais para interromper as atitudes, mas teria ignorado as orientações. Diante da recusa, os agentes realizaram a abordagem, momento em que houve resistência e confronto físico.

A ocorrência foi registrada pela Polícia Civil como desacato, resistência e lesão corporal. Após a detenção, o cadete foi encaminhado à custódia do Batalhão de Polícia do Exército, responsável por acompanhar casos envolvendo militares das Forças Armadas.

Abordagem gera investigação interna

Durante a intervenção, vídeos e relatos apontaram que o militar também foi agredido durante a ação policial. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que abriu procedimento administrativo para analisar a atuação dos agentes envolvidos.

“A SSP não compactua com excessos ou desvios de conduta de seus agentes e a Polícia Militar abriu um procedimento interno para analisar o caso”, informou o órgão.

A apuração busca esclarecer se houve uso proporcional da força durante a imobilização do suspeito, além de verificar toda a dinâmica da abordagem.

Caso ocorreu em megabloco de Carnaval

O episódio aconteceu durante a passagem do bloco “Solteiro Não Trai”, que reuniu milhares de foliões na região do Parque Ibirapuera. O evento fazia parte da programação oficial do Carnaval de rua da capital paulista e contava com forte esquema de segurança policial.

Autoridades afirmam que a atuação das equipes tinha como objetivo prevenir crimes, especialmente casos de importunação sexual — uma das principais preocupações das forças de segurança durante festas populares.

Procedimentos seguem em andamento

Até o momento, o Exército Brasileiro não divulgou detalhes sobre possíveis medidas disciplinares internas contra o cadete. Paralelamente, a Polícia Militar analisa imagens, depoimentos e relatórios operacionais para concluir a investigação administrativa.

O caso reacende o debate sobre comportamento em eventos de grande público, limites da atuação policial e protocolos adotados em situações de assédio durante o Carnaval, período em que campanhas de conscientização contra violência e importunação sexual costumam ser intensificadas em todo o país.