Caiado rebate denúncia e acusa PSOL de caixa 2

PSOL entrou com representação no Ministério Público de Goiás porque o senador eleito Ronaldo Caiado recebeu doações na sua campanha de duas empreiteiras envolvidas no escândalo da Operação Lava Jato; os valores somam R$ 1 milhão; Caiado afirma que os recursos recebidos não ferem a lei e sua prestação de contas é legítima; o deputado ataca o PSOl e acusa o partido de caixa 2 e também diz que a legenda tem a "história envolvida em bandalheiras e corrupção"

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caiado (Foto: José Barbacena)

Goiás247 - O PSOL entrou na segunda-feira (17) com representação junto ao Ministério Público Federal, em Goiás, pedindo investigação nas contas da campanha do senador eleito Ronaldo Caiado.

O partido encontrou duas doações para o deputado por parte de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato. A construtora OAS S/A doou R$ 500 mil e a empreiteira UTC Engenharia S/A efetuou doação de R$ 500 mil.

Diretores e executivos tanto da OAS quanto da UTC foram e continuam presos pela Polícia Federal, no curso das investigações da Operação Lava Jato, que desbaratou um esquema bilionário de propinas em obras da Petrobras.

"As grandes empreiteiras há muitos anos, vem investindo nas campanhas eleitorais, por dentro e por fora. Vamos estudar outros casos de candidatos para que tais fatos sejam explicados para a sociedade goiana", diz o PSOL.

Caiado se defende de um suposto caixa 2 e ataca o PSOL. "Em relação ao financiamento das campanhas, a lei nos autoriza a receber doações e a prestar conta delas. E assim foi feito. Não existe caixa 2 com doador, CNPJ e conta oficial de campanha. O próprio PSOL confirma que os recursos entraram pela porta da frente ao revelar que buscou na minha prestação de contas os doadores e os valores".

"O PSOL é um partido que tem a história envolvida em bandalheiras e corrupção. É conhecido pela prática de caixa 2", afirma Caiado em nota.

Veja a nota de Caiado na íntegra:

Esclareço aos goianos e a todo Brasil que sou cumpridor da legislação eleitoral e que nunca existiu nem existirá algo que venha desabonar a minha prática política. Em relação ao financiamento das campanhas, a lei nos autoriza a receber doações e a prestar conta delas. E assim foi feito. Não existe caixa 2 com doador, CNPJ e conta oficial de campanha. O próprio PSOL confirma que os recursos entraram pela porta da frente ao revelar que buscou na minha prestação de contas os doadores e os valores.

Não compactuo, não defendo e não respondo por qualquer ato ilícito e criminoso que venha a ser praticado por doador, seja ele pessoa física ou jurídica, como também não cabe ao financiador responder pelas ações dos parlamentares.

O PSOL é um partido que tem a história envolvida em bandalheiras e corrupção. É conhecido pela prática de caixa 2. Só ver o caso da deputada estadual Janira Rocha, do Rio de Janeiro, que admitiu desviar recursos do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social (Sindisprevi) para fins eleitorais, além de ficar com parte dos salários de funcionários do gabinete. O PSOL, em vez de expulsá-la, preferiu fazer vistas grossas ao caso, provando ser nada mais do que uma costela do PT. Muito diferente do Democratas, que sempre puniu quem errou.

Não existe credibilidade moral e ética no PSOL para apresentar qualquer representação contra mim. Tenho mais de 20 anos de mandato e estou à disposição de quem quer que seja para prestar contas da minha vida política e pessoal. Esse tipo de comportamento do PSOL, com ações inconsequentes e irresponsáveis, não me abalam porque estou acostumado a enfrentar bandidos. Principalmente a esquerda de boutique, que entre o discurso e a prática, tem muita diferença. Quando chegam ao poder, são os mais corruptos da história politica deste País.

Essa mesma esquerda que dilapidou a Petrobrás, que agora está envolvida nesses escândalos. Vou continuar minha luta no Congresso para que a Petrobrás saia desse mar de lama e volte a dar orgulho aos brasileiros.

 

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