Caiado recebeu de empresas da Lava Jato. É legal?

Campanha do senador foi abastecida com R$ 500 mil da construtora OAS e mais R$ 400 mil da Odebrecht, duas empreiteiras envolvidas na investigação; senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirma que está dentro da lei e suas contas foram aprovadas; o parlamentar condena, porém, todas as doações feitas ao PT e pede até o impeachment da presidente Dilma; na incoerência de Caiado, o benefício da dúvida vale apenas para os amigos e aliados

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à leitura de expedientes e apreciação dos Vetos Presidenciais.

Em pronunciamento, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional destinada à leitura de expedientes e apreciação dos Vetos Presidenciais. Em pronunciamento, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado (Foto: José Barbacena)

Goiás 247 - O senador Ronaldo Caiado (DEM) defende o impeachment da presidente Dilma Rousseff devido às doações de empresas ligadas ao escândalo da Operação Lava Jato para campanhas do PT. O problema é que Caiado também foi contemplado com recursos oriundos de empreiteiras que estão na lista da Lava Jato. O argumento, então, valeria para os dois casos?

Prestação de contas da campanha de 2014 de Caiado mostra que ele recebeu R$ 500 mil da construtora OAS e mais R$ 400 mil da Norberto Odebrecht S.A. Dirigentes das duas empresas foram presos na operação e elas continuam sendo investigadas na ação do juiz Sérgio Moro.

Caiado já se defendeu e afirmou que as doações estão dentro da lei e suas contas de campanha foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. A campanha de Caiado foi uma das mais caras do Brasil e custou R$ 9 milhões.

Ao se defender veementemente e nem sequer dar o benefício da dúvida ao PT e aliados, Caiado mais uma vez incorre na sua já conhecida incoerência. Foi o que aconteceu no caso do colega de partido Agripino Maia, acusado de participar de um esquema de corrupção no Rio Grande Norte.

Caiado foi todo gentil com Agripino e lhe deu o benefício da dúvida. "Não prejulgo Agripino", defendeu Caiado.

E se fosse um petista?

 

 

 

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