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Cairo de Freitas depõe amanhã na CPI da Delta

Deputados votam pedido de quebra dos sigilos do prefeito Paulo Garcia e do ex-prefeito Iris Rezende; comissão avalia ainda as convocações de Cachoeira e de Bordoni e pede cópias de inquéritos de crimes com características de pistolagem

Cairo de Freitas depõe amanhã na CPI da Delta (Foto: Edição/247)

247_ O CPI da Delta na Assembleia Legislativa de Goiás vai ouvir amanhã, às 9 horas, o ex-chefe de gabinete do prefeito Paulo Garcia (PT). Cairo deixou o cargo após escutas da Operação Monte Carlo revelarem a realização de uma reunião entre ele, três vereadores de oposição e o próprio Carlinhos Cachoeira. Os membros da CPI querem saber qual o nível de relação entre o contraventor e a Prefeitura de Goiânia, que mantinha até estourar o escândalo diversos contratos com e construtora Delta. Atualmente estes contratos estão suspensos.

O PT e o PMDB, aliados em Goiânia, temem que os deputados extraiam de Cairo detalhes que possam comprometer o prefeito Garcia, gerando sua convocação para depor na CPI. Requerimento apresentado à comissão e que está na pauta de votado de amanhã pede a quebra dos sigilos fiscal e bancário de Paulo Garcia, do ex-prefeito Iris Rezende e de prefeitos da oposição ao governo Marconi Perillo que mantiveram contratos com a Delta.

A reunião entre Cairo e Cachoeira seria para negociar um armistício nas frequentes denúncias que os vereadores faziam a respeito das obras do Parque Mutirama, em Goiânia, uma obra com custo superior a R$ 80 milhões (cerca de R$ 50 milhões do Ministério do Turismo) realizada pela Warre Engenharia.

A sequência das escutas sugere que Cachoeira tinha participação de 30% nas obras do Mutirama. A Warre Engenharia nega. Em maio, decisão da Justiça Federal proibiu o repasse de recursos da União para as obras do parque. A parte que cabia à prefeitura, os brinquedos e a decoração, foi parcialmente inaugurada na semana passada. A parte física, um túnel na Avenida Anhanguera e uma grande plataforma sobre a Marginal Botafogo, está parada.

Além de Cairo, a CPI ouve os delegados da Polícia Civil Gilberto Ferro e Hylo Marques. Serão votados requerimentos para que sejam intimados o procurador do Estado de Goiás, Marcelo Siqueira; o sócio-proprietário da empresa Mestra Administração e Participação, Écio Antônio Ribeiro; os delegados da Polícia Civil Leandro Pinheiro Fonseca Pereira, Rosivaldo Linhares Rosa e André Soares Veloso; o ex-presidente da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (Agesp), Edilson de Brito; o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlos Cachoeira; a ex-integrante do quadro societário da empresa Mestra Administração e Participação, Sejana Martins; e o jornalista Luiz Carlos Bordoni.

Os deputados decidem se a CPI deve ou não convidar para depor os seguintes nomes: o governador Marconi Perillo (PSDB); o deputado federal Armando Vergílio (PSD); as procuradoras de Justiça Ivana Farina e Laura Maria Ferreira Bueno; os promotores de justiça Saulo de Castro, Eduardo Abdon Moura, Abrão Amisy Neto e Humberto Machado de Oliveira; e o prefeito de Águas Lindas de Goiás, Geraldo Messias.

Outros requerimentos a serem votados solicitam cópias dos procedimentos de investigação dos seguintes homicídios, todos ocorridos à mesma época e com características de pistolagem: do ex-prefeito da cidade de Goiás, Boadyr Veloso, do advogado Ilmar Gomes Marçal e do estudante de Direito Túlio Jayme.