Calor, folia e vendas em alta neste Carnaval

Cervejarias e Bares investem alto para o Carnaval, maior festa popular do País. Somente em Pernambuco, a expectativa é de um crescimento de 30% nas vendas durante as festas de Momo

Calor, folia e vendas em alta neste Carnaval
Calor, folia e vendas em alta neste Carnaval (Foto: Wellphoto/Shutterstock)
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Tércio Amaral_PE247 – Já se o foi o tempo em que o Carnaval era uma simples brincadeira de rua. Hoje em dia, a multidão, o calor e a animação são “abastecidos”, em boa parte, por grandes companhias de bebidas. As vendas da “loira gelada” durante a festa do Momo este ano devem aumentar em até 30%, em relação ao ano passado, segundo empresários do ramo da cidade de Olinda e Recife. Receita para o sucesso? Muito investimento em marketing e parcerias – que podem refletir, ou não, na qualidade e no preço do produto que chega ao consumidor.

O Grupo Recife Mercantil (RM), que atua no segmento de distribuição de alimentos e bebidas, aposta nas parceiras para alavancar as vendas este ano. “Estamos com projetos de fechar com uma marca de cerveja duas casas em Olinda. Lá, a marca será distribuída em regime de open bar”, conta o gerente de bebidas da companhia, Ricardo Gonçalves. A empresa prevê um aumento de até 40% nas vendas de cerveja neste verão. “Começamos a fazer estoques para o período de Carnaval desde outubro do ano passado. Até porque dezembro é um mês de forte consumo”, completou o gerente.

 Ainda de acordo com Gonçalves, uma das apostas do mercado para este ano é a venda de cervejas que fazem a chamada linha premium, voltada para um público mais exigente. “Estamos acompanhando esta mudança no perfil do consumidor. Somos o único representante da Cerveja Teresópolis, da serra fluminense, em Pernambuco. Esta marca deve ter um aumento de 30% neste Carnaval”, frisou.

 Além de parcerias, outro segredo para quem vende cerveja neste Carnaval são os pontos estratégico, localizados perto da folia. Os bares Dogão e Maxambomba, em Olinda, estão posicionados perto do polo de animação, mas possuem públicos diferentes. O Dogão já fechou um contrato de exclusividade com uma marca popular de cervejas. “Compramos umas 600 caixas no ano passado para atender este período e para reforçar o nosso estoque. Nossa perspectiva é aumentar as vendas em 30% ou 40%”, projetou o sócio Fábio Rodrigues, frisando que neste período deve contratar quatro novos funcionários para atender a demanda da folia.

Segundo Fábio, o Moxambomba, que fica próximo à Praça do Carmo, ou seja, “na porta de entrada para os foliões” na cidade de Olinda, deve atender outro tipo de público, bem mais exigente. “Geralmente, atendemos mais turistas nesta época do ano. Voltamos nossas ações para cervejas premium e refeições. É um bar mais conceitual, no qual investimos cerca de R$ 500 mil na sua instalação ano passado e já estamos recebendo o retorno do nosso público”, comentou.

Companhias de olho nos patrocínios

Se por um lado, os comerciantes comemoram o aumento das vendas, de outro, as companhias cervejeiras disputam junto às prefeituras as cotas de patrocínio em cidades estratégicas. A festa de Carnaval do Recife e Olinda é uma prova disso. "Na capital, saímos de um patrocínio de R$ 3,6 milhões para 3,85 milhões. Em Olinda, saltamos de R$ 3,09 para R$ 3,3 milhões”, comentou o gerente de marketing da Ambev Lincon Castro.

Há quase dez anos que a Skol é a cerveja patrocinadora do Carnaval do Recife. Em Olinda, são cinco anos de parceria. O resultado desta combinação repercurte diretamente no incremento das vendas. Segundo a companhia, a cerveja Skol possui atualmente cerca de 48% do mercado de consumo da bebida no Nordeste. Este número é maior na cidade de Recife e no Estado de Pernambuco, cujos percentuais chegam a 59% e 57%, respectivamente.

Por outro lado, a Cervejaria Schincariol também está presente no Carnaval do Grande Recife. A marca Nova Schin é a patrocinadora oficial da folia na cidade de Jaboatão dos Guararapes, do Grande Recife, e da cidade de Bezerros, no Interior do Estado. A empresa segue pelas “beiradas” e não comenta os investimentos que realiza nesta época do ano, nem quais são as perspectivas de vendas. De olho no mercado mais que competitivo, e passando por uma transição após a venda de parte das ações a um grupo japonês, a Schin vem adotando a receita de que “é melhor se prevenir do que remediar”.


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