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Câmara: 'Campos não tinha acordo para apoiar Aécio'

Apesar de os partidos serem aliados em Pernambuco, governador eleito Paulo Câmara (PSB) negou que haja entendimento automático para apoiar o PSDB de Aécio Neves no segundo turno; "Não havia esse entendimento de Eduardo [Campos] com Aécio Neves. Não havia nenhum acordo porque ele tinha convicção de que ia para o segundo turno", declarou; atual governador, João Lyra Neto (PSB), já anunciou que irá defender o apoio ao tucano dentro do PSB, mas ala pernambucana se reúne nesta tarde para decidir em qual palanque irá subir

Apesar de os partidos serem aliados em Pernambuco, governador eleito Paulo Câmara (PSB) negou que haja entendimento automático para apoiar o PSDB de Aécio Neves no segundo turno; "Não havia esse entendimento de Eduardo [Campos] com Aécio Neves. Não havia nenhum acordo porque ele tinha convicção de que ia para o segundo turno", declarou; atual governador, João Lyra Neto (PSB), já anunciou que irá defender o apoio ao tucano dentro do PSB, mas ala pernambucana se reúne nesta tarde para decidir em qual palanque irá subir (Foto: Paulo Emílio)
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Pernambuco 247 - O PSB pernambucano não perdeu tempo após a eleição deste domingo. A vitória de Paulo Câmara acionou a máquina do partido em torno das discussões para decidir se a legenda apoiará a reeleição da presidente Dilma Rousseff ou o tucano Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. Apesar do governador João Lyra Neto (PSB) já ter anunciado que irá defender o apoio ao candidato do PSDB, a legenda pernambucana realiza uma reunião, na tarde desta segunda-feira (6) para decidir em qual palanque irá subir. Câmara negou que haja um entendimento de alinhamento automático para apoiar o PSDB. Em Pernambuco, o PSDB apoiou a eleição de Câmara. 

Segundo Lyra, que já havia expressado o seu posicionamento no final da noite do domingo, "O Brasil enfrenta um momento muito delicado em sua economia e, também, um esgarçamento no seu tecido político. É fundamental lutarmos para o país voltar a crescer e [é] indispensável uma reforma política. Creio que Aécio Neves conquistou a condição de liderar esse momento da política nacional". "Aécio tem uma trajetória de compromisso com a redemocratização do país, processo que seu avô, Tancredo Neves, teve papel decisivo, contando com a participação de meu irmão Fernando Lyra", completou o governador.

Já o governador eleito, Paulo Câmara, disse que a posição da ala pernambucana ainda será discutida pela direção estadual. Somente após este encontro é que a posição será levada ao diretório nacional. Segundo Câmara, apesar do ex-governador Eduardo Campos, que faleceu em um acidente aéreo em meados de agosto, em Santos (SP), possuir um bom diálogo com Aécio não havia nenhum indicativo de que o PSB marcharia junto com o PSDB em um segundo turno.

"Não havia esse entendimento de Eduardo com Aécio Neves. Não havia nenhum acordo porque ele tinha convicção de que ia para o segundo turno", disse Câmara em entrevista à Rádio Jornal. Segundo ele, "É preciso respeitar as instâncias partidárias" e que o PSB busca uma projeção nacional. "A gente quer colocar o PSB no cenário nacional", afirmou.

O ex-ministro da integração nacional no governo Dilma e agora senador eleito pelo PSB, Fernando Bezerra Coelho, diz que a decisão da legenda socialista seguirá "em sintonia com a história do partido". “Agora o PSB terá que tomar uma posição, apresentamos uma proposta de mudança para o Brasil, portanto é preciso refletir sobre as circunstâncias da nossa disputa eleitoral e sobre o apoio que nós recebemos do povo. Vamos encaminhar uma posição em sintonia, com a história do PSB”, disse.