Câmara conhece e aprova presídios de AL
Durante visita a Alagoas para conhecer o modelo de construção e gestão de presídios, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), acompanhado por Renan Filho (PMDB), aprovou o modelo alagoano; “Tivemos uma série de incidentes no nosso sistema prisional e estamos buscando ações que diminuam a lotação. Alagoas está com um modelo construtivo diferente e que é célere", elogiou Câmara; ele disse ainda que, com a redução da violência em Pernambuco, o número de presos cresceu muito; por isso procura um modelo rápido sobre a metodologia de cogestão; em Pernambuco foi decretado estado de emergência no sistema prisional em janeiro deste ano e vale por 180 dias
Alagoas247 - O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB) esteve em Alagoas nesta quarta-feira (18) para conhecer o modelo de construção e gestão de presídios adotado pelo governo alagoano. Depois de visitar duas unidades atualmente em construção dentro do sistema prisional, ele concedeu entrevista coletiva, ao lado do governador Renan Filho (PMDB), no Palácio República dos Palmares, e disse ter "aprovado" o modelo alagoano.
Mas, no mesmo dia em que Câmara veio ao Estado, os próprios agentes penitenciários denunciaram a apreensão de drogas e armas artesanais na unidade do Agreste, em Girau do Ponciano, ocorrida na semana passada. O presídio é considerado muito seguro, pela administração contratada, mas os servidores reclamam da corrupção.
Renan Filho explicou que a metodologia de construção e administração das unidades prisionais é adotada em inúmeros estados e tem surtido, em geral, um efeito bastante positivo. O Executivo de Alagoas diz reconhecer situações pontuais existentes aqui, mas acredita que são problemas menores em relação a outros presídios sem este tipo de gestão.
"O governo tem que cobrar o bom funcionamento. A entrada de drogas é um problema nacional, mas, no Presídio do Agreste, ela é muito menor do que em outros. Convido a todos a conhecer a realidade dos presídios de Alagoas e desses novos. A estrutura do presídio é realmente indestrutível. As paredes são feitas com uma tecnologia que não permite captação de odores e quebra. As grades são feitas de um material utilizado para fazer armamentos. Ele tem uma segurança muito maior, mas isso não quer dizer que não possa haver um ou outro problema isolado”, reconhece Renan Filho.
O governador disse que são mais de 700 presos no Agreste, dotado de um sistema que bloqueia aparelhos eletrônicos e onde, de acordo com ele, não há registro de grandes apreensões de drogas. “Não estamos aqui dizendo que Alagoas não tem problema. Nós temos, mas temos que buscar soluções e esse caminho é uma solução agora. É mais rápido, mais seguro e garante mais dignidade para o preso, além de segurança para o carcereiro", acredita Renan Filho. “Pergunto para quem fez essa denúncia: será que ele se sente mais seguro operando o Baldomero ou o Presídio do Agreste?", questionou.
Modelo aprovado
Paulo Câmara disse que aprovou o método utilizado em Alagoas e adiantou que, caso venha a copiar a ideia, será uma solução rápida e eficaz para Pernambuco, que enfrenta uma situação de emergência no sistema penitenciário. “Tivemos uma série de incidentes no nosso sistema prisional e estamos buscando ações que diminuam a lotação. Alagoas está com um modelo construtivo diferente e que é célere", avaliou o governador do estado vizinho.
Ele disse que, com a redução da violência em Pernambuco, o número de presos cresceu muito. Antes, eram 15 mil presos em nove mil vagas. Agora, segundo Câmara, são 32 mil detentos em 11 mil vagas. Por isso, o governo procura um modelo rápido e buscou em Alagoas informações sobre a metodologia de cogestão. O Executivo pernambucano decretou estado de emergência no sistema prisional em janeiro deste ano e vale por 180 dias.
O governador Renan Filho afirmou que que todo o Brasil enfrentava dificuldades na área prisional. Citou como exemplos Pedrinhas, no estado do Maranhão; Pernambuco e agora Rio Grande do Norte. Segundo ele, o governo retirou de Alagoas cinco viaturas e 60 homens da Força Nacional de Segurança Pública para ajudar na crise instalada em Natal.
"Isso nos faz ver que precisamos ter muito cuidado com o sistema prisional. Aqui, ainda temos o alento de estarmos terminando a construção de dois presídios, o masculino, com 700 vagas, e o feminino, com 290 vagas. A proposta é que os dois sejam administrados no modelo de cogestão, onde o agente não tem contato com o preso e onde são reservadas estruturas para educação, saúde, visando uma maior cidadania para os reeducandos”, comentou Renan Filho.
A inauguração das unidades citadas pelo governador de Alagoas está prevista para acontecer em dois meses. Com a inauguração, parte dos presos da penitenciária Baldomero Cavalcante deve ser transferida para o novo devido à superlotação e à falta de estrutura.
Renan está discutido o modelo de gestão dos dois novos presídios. "Estamos num momento de discussão para abrir já com um sistema que seja seguro e tenha condição de ser mais econômico para Alagoas. Vivemos em uma crise econômica e precisamos de um modelo que garanta dignidade, capacidade de ressocialização, mas também a manutenção. Vamos escolher sempre a opção mais econômica para o estado", conclui.
Promessa
Renan Filho garantiu que vai cumprir a promessa de campanha e utilizar todo o superávit do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e segurança, tanto na compra de equipamentos quanto na colocação de policiais nas ruas.
Com gazetaweb.com
