Câmara e Geraldo Julio negam doações irregulares e criticam delator da JBS

Governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) .2
Governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), e prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB) .2 (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco e o prefeito do Recife, Paulo Câmara (PSB) e Geraldo Julio (PSB), respectivamente, voltaram a criticar a delação premiada de Ricardo Saud, executivo do grupo JBS, que afirmou em sua delação premiada que os gestores receberam dinheiro de propina por meio de caixa 2 para irrigar campanhas eleitorais do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Ainda segundo o delator, com a morte de Campos, durante a campanha presidencial de 2014, os recursos irregulares teriam abastecido a campanha d próprio Paulo Câmara.

"Quero dizer que estou indignado, mas não vou baixar a cabeça. Eu tenho o compromisso de trabalhar por Pernambuco e vou continuar trabalhando. Sou servidor público. Vivo do meu salário e só tenho dois patrimônios: a minha família e meu nome. E ninguém vai manchá-los", afirmou o governador durante um evento no Palácio do Campo das Princesas

"A minha campanha eleitoral de 2014 não recebeu recursos da empresa JBS. Quero dizer isso porque nem minha campanha, nem o PSB estadual recebeu nenhum centavo desta empresa. As doações que a JBS fez foram ao PSB nacional, que registrou. Está tudo registrado nas doações do PSB nacional", destacou Câmara. "Essa própria pessoa que está fazendo a delação foi muito textual ao dizer que a doação ao PSB nacional ocorreu sem nenhuma contrapartida e sem nenhum benefício", completou o socialista. Segundo Saud, a campanha de Paulo Câmara ao Governo de Pernambuco teria recebido R$ 1 milhão por vias irregulares.

Paulo Câmara destacou, ainda, que a petição assinada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e que estabelece os termos da delação premiada da JBS, não há qualquer menção ao seu nome, ao do correligionário Geraldo Julio ou ao ex-governador Eduardo Campos.

Geraldo Julio diz que o PSB solicitou doações eleitorais, mas dentro do estabelecido pela legislação. "A gente fez a solicitação de recursos legais, doações conforme a lei. Essas doações não foram feitas ao PSB de Pernambuco, nem à campanha do governador Paulo Câmara e o próprio depoente afirma que não houve troca de favores, então é absurdo falar em propina e isso está reconhecido pela representação da procuradoria-geral da República e pelo próprio STF que não cita o nome de Paulo Câmara, nem o meu nome", afirmou.

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