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Camilo Santana defende pacto dos governadores pela democracia

Além da agenda administrativa, o governador Camilo Santana pautou, na reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, em Teresina, na manhã de hoje, a agenda política. Ele defendeu um pacto dos governadores em defesa da democracia e da estabilidade política e econômica do Brasil. Os governadores deverão lançar, ao final do encontro, a Carta de Teresina, com as propostas apresentadas na reunião para encaminhar, oficialmente, à presidente Dilma Rousseff

Além da agenda administrativa, o governador Camilo Santana pautou, na reunião do Fórum de Governadores do Nordeste, em Teresina, na manhã de hoje, a agenda política. Ele defendeu um pacto dos governadores em defesa da democracia e da estabilidade política e econômica do Brasil. Os governadores deverão lançar, ao final do encontro, a Carta de Teresina, com as propostas apresentadas na reunião para encaminhar, oficialmente, à presidente Dilma Rousseff (Foto: Fatima 247)

Participando hoje da reunião do Fórum do Governadores do Nordeste, em Teresina, no Piauí, o governador do Ceará, Camilo Santana defendeu que os governadores brasileiros façam um pacto em defesa da democracia e da estabilidade política e econômica do Brasil. Camilo destacou o papel importante que os governadores podem ter, neste momento, pactuando uma agenda pelo bem do Brasil e o nível de responsabilidade, unidade e organização do Fórum de Governadores do Nordeste, como um exemplo para o País.

O governador cearense defendeu ainda que o governo federal supere a agenda do ajuste fiscal e abra um diálogo com os estados para garantir a liberação dos recursos para investimentos e traçar programas que assegurem o crescimento e o desenvolvimento não só do Nordeste, mas de todo o País.

Em sua fala, o governador Camilo Santana fez questão ainda de destacar o cumprimento das metas do governo federal para a finalização das obras de transposição do São Francisco. Destacou ainda a preocupação do ministro da Integração no acompanhamento das obras e reiterou que é fundamental que os trabalhos sejam concluídos até 2016, ante a perspectiva, já anunciada, de seca também para o próximo ano. Segundo ele, o Ceará está hoje com apenas 19% de acumulação de água nos seus açudes. Cobrou ainda do ministro Aldo Rabelo, investimentos em ciência e tecnologia para vencer o problema hídrico no Nordeste. 

Camilo defendeu também um pactuação entre os governos estaduais e federal para enfrentar o problema da violência, particularmente na busca de recursos. Para ele, a questão da segurança é um grande desafio para todos os governadores e os estados não tem condições financeiras, para sozinhos, enfrentarem o problema. A agenda da segurança pública foi pautada por todos os governadores na reunião. Representando o ministro José Eduardo Cardoso, esteve presente à reunião a secretária nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, Regina Miki.

A pauta das previdências dos estados também foi abordada pelos governadores, destacando as dificuldades que cada um enfrenta. O ministro Carlos Gabas propôs que os governadores tratem do assunto em conjunto, para que seja construída uma solução que atenda a todos, ao invés de tratar individualmente cada caso. 

Os chefes dos executivos estaduais do Nordeste se reúnem regularmente com objetivo de discutir temas relacionados ao desenvolvimento da região. O governador do Piauí, Wellington Dias, presidiu a reunião, na condição de anfitrião. Além dos governadores, nesta reunião estiveram presentes os ministros da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas e da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, além de representes do ministério da Justiça e de órgãos de desenvolvimento do Nordeste, entre eles, o presidente do BNB, Marcos Holanda. Os governadores deverão lançar, ao final do encontro, a Carta de Teresina, com as propostas apresentadas na reunião e encaminhar oficialmente à presidente Dilma Rousseff.

A próxima reunião do Fórum de Governadores do Nordeste deverá sem em setembro, no estado de Alagoas. Na pauta estarão as questões de saúde, turismo e recursos hídricos.