Caminhoneiros poderão iniciar nova paralisação amanhã
A paralisação acontece sem a participação do sindicato da categoria e a mobilização está se dando através das redes sociais pelo Comando Nacional de Transporte
Camihoneiros autônomos ameaçam paralisar amanhã (9), a circulação de caminhões nas principais rodovias brasileiras. A paralisação é alheia ao sindicato da categoria e liderada através do "Comando Nacional do Transporte", que tem como um dos representantes Ivar Schmidt, de Mossoró (RN). Em sua página do Facebook ele diz que o objetivo é a renúncia da presidente. "Tenho convicção de que se todo povo vier junto, a gente vai conseguir — disse Schmidt, numa gravação". Também na página do Comando Nacional do Transporte, na rede social, há vídeos de outros integrantes do movimento chamando para a paralisação.
Segundo informações do jornal Zero Hora haverá pelo menos 10 pontos de interrupção no rio Grande do Sul - Soledade (BR-386), Santa Rosa (BR-472, nas saídas para Três de Maio e para Santo Cristo), Carazinho (BR-386), Pelotas (BR-392), São Sepé (BR-392), Giruá (RS-344) e Entre Ijuís (BR-285).
No blog do Caminhoneiro também há chamamentos para a paralisação - "as novas paralisações terão apoio de movimentos sociais que já protestam contra o atual governo, como Vem Pra Rua, Revoltados Online, Avança Brasil Maçons BR e o Movimento Brasil Livre. A pauta principal das novas paralisações é pela renuncia da Presidente Dilma Roussef. Ainda, de acordo com a nota publicada pelo Comando Nacional do Transporte, a paralisação é “para que possamos voltar a ter credibilidade aos olhos do mundo e recuperar nossa combalida economia destruída pela irresponsabilidade com o dinheiro do povo brasileiro, ou seja, nosso dinheiro“, diz a nota.
Ainda segundo o blog, "setores de inteligência da Brigada Militar, Polícia Civil e Polícia Federal já atuam em busca de informações sobre a greve dos caminhoneiros, convocada por movimentos autônomos para ocorrer a partir de segunda-feira, por tempo indeterminado. Existe preocupação com o eventual impacto do movimento grevista na economia e no fluxo de veículos nas estradas, além do risco de desabastecimento. Insegurança e conflitos também estão no radar das autoridades", diz a notícia divulgada no último dia 6.