Campanha de Campos deverá custar R$ 150 milhões
A campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB) para disputar a Presidência da República no pleito de outubro deverá custar cerca de R$ 150 milhões; os gastos previstos pelo PSB são menores que os estimados pelos comandos das campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador mineiro Aécio Neves (PSDB); juntos, PT e PSDB deverão gastar cera de R$ 490 milhões na corrida pelo Palácio do Planalto
Pernambuco 247 - A campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB) para disputar a Presidência da República no pleito de outubro deverá custar cerca de R$ 150 milhões. Os gastos previstos pelo PSB são menores que os estimados pelas campanhas da presidente Dilma Rousseff (PT) e do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Juntos, PT e PSDB deverão gastar cera de R$ 490 milhões na corrida pelo Palácio do Planalto
O socialista deverá apresentar nesta quinta-feira (3) as diretrizes do seu programa de governo, fazer o registro de sua candidatura, além de entregar o documento com a declaração patrimonial e a expectativa de arrecadação e dos gastos da campanha junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo para o registro das candidaturas encerra neste sábado (5).
A maior parte dos gastos previstos pelo ex-governador deverá ser destinado à produção das peças que serão veiculadas nos programas de televisão. O gasto total da campanha do candidato do PSB é 32% maior que o apresentado por Marina Silva, sua vice na chapa majoritária, a quatro anos, quando foi candidata à presidência pelo Partido Verde obtendo 20 milhões de votos e ficando na terceira colocação da corrida presidencial vencida pela petista Dilma Rousseff.
A campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) estima gastar cerca R$ 200 milhões. Já o senador Aécio neves (PSDB) trabalha com algo em torno de 290 milhões. Outros candidatos já apresentaram os seus registros no TSE são eles Levy Fidélix (PRTB) E José Maria de Almeida (PSTU), que também disputaram a presidência da República em 2010.
O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, admite que o valor previsto para a campanha é alto, mas ressalta que os custos da campanha são elevados. "Esse valor é apenas uma referência, como quando se faz um orçamento. Mas o valor é alto, precisamos primeiro encontrar uma forma de baratear as campanhas e diminuir esse custo. Vamos lutar para chegar ao teto porque sabemos que os custos são muito altos", afirmou Siqueira.
Das 60 páginas do programa de governo que serão entregues ao TSE e que foram apresentados no início do ano por Campos, junto com Marina Silva, apresentaram no começo do ano, foram definidos 5 diretrizes básicas visando manter as conquistas sociais e econômicas dos últimos anos, além de outros pontos como sustentabilidade, mobilidade e reforma urbana.