Campos nega troca de farpas com Dilma

Após a presidente Dilma Rousseff (PT) exaltar o papel do Governo Federal nos investimentos de grande porte que estão sendo aplicados em megaprojetos no Estado, como a refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), nesta segunda-feira (25), em Serra Talhada, no Sertão, aliados do governador saíram em sua defesa; Já Eduardo negou a troca de farpas e disse que “Tanto eu digo as coisas por inteiro, quanto ela (Dilma) diz as coisas por inteiro”

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Leonardo Lucena e Paulo Emílio_PE247 – Após a presidente Dilma Rousseff (PT) exaltar o papel do Governo Federal nos investimentos de grande porte que estão sendo aplicados em megaprojetos no Estado, como a refinaria Abreu e Lima e o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), nesta segunda-feira (25), em Serra Talhada, no Sertão, aliados do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), enalteceram o Governo do Estado. Tanto o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar (PSB) como o presidente da Assembleia Legislativa (Alepe), Guilherme Uchôa, entendem que a articulação política somada à competência administrativa do gestor também foram e continuarão sendo determinantes para o crescimento da economia pernambucana. Já o governador, durante um evento da Copa do mundo, no Recife, disse seu partido sempre teve a tradição de colaborar com projetos políticos coletivos, independente de relações pessoais e negou que ele e a presiddente tenham mandados recados velados um ao outro.

Durante o evento no Sertão do Estado, a chefe do Executivo Federal, em parceria com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, também anunciou investimentos de R$ 3,1 bilhões para o Estado, com destaque para a Integração da Ferroviária do Nordeste, que ligará a ferrovia Transnordestina, no município de Parnamirim (Ceará), à malha ferroviária Centro-Atlântica (FCA), em Petrolina, passando por Juazeiro, na Bahia, e em seguida cortará o Interior de Pernambuco até chegar na capital baiana, Salvador.  “Finalmente, o Governo Federal atendeu a um pleito antigo de Pernambuco, que precisa do trem para escoar sua produção, dinamizar a economia do Interior e continuar crescendo”, afirmou a presidente.

O anúncio foi interpretado como uma forma da presidente tentar emparedar Campos, não dando motivos para que ele abandone o Governo. Caso isto aconteça, o pretexto alegado por ele poderá ser qualquer um, exceto algum tipo de retaliação por parte da União. Dilma também cobrou a fatura da lealdade ao dizer que precisa do apoio de todos para um projeto de coalização, entenda-se, que o PSB permaneça na base do Governo e apoie o seu projeto de reeleição.

O secretário Tadeu Alencar não interpreta a postura de Dilma como uma forma de diminuir o prestígio de Eduardo Campos no Estado, mas enaltece a gestão do governador. “A gente reconhece (a colaboração), mas temos clareza que não fosse a grande capacidade de trabalho e execução do Governo do Estado e a articulação política, comandada por Eduardo Campos, esses recursos não teriam, por si só, descolado o crescimento de Pernambuco do resto do País”, declarou, segundo a colunista da Folha de Pernambuco, Renata Bezerra de Melo.

O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), Guilherme Uchôa (PDT), também saiu em defesa do governador Eduardo Campos. “A verba anunciada chega para Pernambuco porque ele tem por trás um governador que organiza e planeja, que conseguiu unir Pernambuco em torno de uma só causa. E se o Governo Federal quiser liberar mais, haverá projetos para receber essas verbas”, observou o parlamentar.

Já o governador, durante um evento acontecido na manhã desta terça-feira, no Recife rebateu as cobranças dizendo que, tanto ele como Dilma, não mandaram recados velados um ao outro. “Tanto eu digo as coisas por inteiro, quanto ela diz as coisas por inteiro”, afirmou Campos. Segundo ele, "tem sido da tradição do PSB, da nossa formação politica, que é que nos colocarmos em torno de projetos , valores e ideias. Nosso compromisso é com o povo, é com projeto de país. Os compromissos com pessoas são típicos das relações pessoais. Os compromissos políticos são coletivos e com o povo”,  declarou.

 

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