Campos promete R$ 37 bilhões para saúde pública
Depois de prometer universalizar o acesso à escola integral e implantar o passe livre para todos os estudantes do país caso seja eleito, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) acenou, nesta segunda-feira 21, em São Paulo, com a possibilidade de destinar R$ 37 bilhões para a saúde pública; o montante equivale a 10% da receita corrente bruta da União; "Tudo isso que a gente fala, a gente faz conta com responsabilidade", disse; apesar de falar em valores, Campos não disse de onde tiraria os recursos; "Se tem R$ 50 bilhões para investir no setor elétrico, por que não tem para o passe livre e para a Saúde?", disparou
Pernambuco 247 - Depois de prometer universalizar o acesso à escola integral e implantar o passe livre para todos os estudantes do país caso seja eleito, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) acenou, nesta segunda-feira (21), em São Paulo, com a possibilidade de destinar R$ 37 bilhões para a saúde pública. O montante equivale a 10% da receita corrente bruta da União. "Tudo isso que a gente fala, a gente faz conta com responsabilidade", disse. "O Governo Federal tem recurso, sim, para fazer a escola integral em quatro anos, para fazer o passe livre para todos os estudantes", complementou.
De acordo com o ex-governador de Pernambuco, que participou da inauguração do comitê central da sua campanha presidencial em São Paulo, a questão da origem dos recursos não parece ser um brande problema. "Se tem R$ 50 bilhões para investir no setor elétrico, por que não tem para o passe livre e para a Saúde?", disse sem detalhar a proposta de elevar os recursos para o setor. Ninguém pergunta de onde vêm os R$ 50 bilhões para botar nos cofres das empresas de energia, ninguém pergunta como a Petrobras tem R$ 50 bilhões para segurar o custeio de decisões eleitoreiras da Presidência da República", disparou.
Campos prometeu, ainda, criar uma carreira federal para a categoria médica e teceu críticas veladas ao programa Mais Médicos, do Governo Federal. Segundo o socialista, o Governo não pode seguir realizar uma "política de criminalização dos médicos, que joga o povo contra os médicos". Entre os presentes na inauguração do comitê central da campanha estava o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto d'Avila. O CFM é tem se posicionado de forma contrária ao Mais Médicos.
A expectativa é que esta e outras propostas, como a implantação do passe livre e a universalização do acesso à escola integral, sejam detalhadas nos próximos dias, quando o PSB deverá entregar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o projeto atualizado de um plano de governo, contemplando setores e promessas que ainda não haviam entrado na discussão quando por ocasião do registro da candidatura.
