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Campos: “Vai ter que ser mais de outro jeito"

Governador de Pernambuco voltou a “nacionalizar” o seu discurso ao defender que o país necessita de um novo pacto social; “Eu vivi esta experiência de romper as velhas práticas”; nesta linha, o presidenciável Eduardo Campos (PSB) também comentou outras questões, como sustentabilidade, e criticou a gestão do governo federal sobre o tema ao dizer que “não vai dar para fazer mais do mesmo jeito”

Campos: “Vai ter que ser mais de outro jeito"

PE247 – O governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), voltou a “nacionalizar” o seu discurso ao defender um novo pacto político para garantir maior participação da sociedade na política partidária. Segundo o gestor, o país necessita de um “pacto social em construção”. “Eu vivi esta experiência de romper as velhas práticas”, declarou. 

Durante o evento Conferência Vox, que ocorreu neste domingo (2), no Centro de Convenções, em Olinda, Grande Recife, realizado pela ONG Novo Jeito, o governador, hoje aliado da presidente Dilma Rousseff (PT), favorita ao pleito 2014, também comentou sobre educação, política, mobilidade, saúde e sustentabilidade. Com relação a este último conceito, Campos criticou a gestão do Governo Federal ao dizer que “não vai dar para fazer mais do mesmo jeito”. “Vai ter que ser mais de outro jeito”, acrescentou.

Em meio às discussões sobre a redução da maioridade penal no Congresso Nacional, o governador Eduardo Campos disparou contra esta medida, a qual classificou como “lenga-lenga”. “Isso é conversa para boi dormir”, disse. De acordo com o presidenciável, os gestores públicos é quem devem dar assistência aos jovens e não punir aqueles que cometem crimes a partir dos 16 anos. “É um bocado de enrolão (referindo-se a quem defende a redução). Não resolve. Vai baixar para 15 anos, 14 anos, 10 anos. Aí quando chegar em 10 vão achar que tem que baixar para nove...”, disparou.

Após a sabatina feita por estudantes de jornalismo, Campos preferiu não comentar, em entrevista à Imprensa, as declarações do seu correligionário e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, dadas ao Correio Braziliense. De acordo com Ciro, “boa parte das manifestações pró-Eduardo não são sinceras, são joguetes. Então, Eduardo, a meu juízo, tem sido usado por muitos para fazer ciúme”.