Candidato de Wagner será Gabrielli, Pinheiro ou Rui
O governador Jaques Wagner prega o discurso de paz e amor, afirmando que o PT está aberto ao diálogo e que pode apoiar um aliado para representar a candidatura da base, mas diz também que seu partido tem "nomes"; na lista dos potenciais, o petista coloca no tabuleiro, o ex-presidente da Petrobras e atual secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli; o chefe da Casa Civil do Estado, Rui Costa; e o senador Walter Pinheiro, todos do PT
Bahia 247
2014 já chegou. A máxima é dos próprios políticos sobre a sucessão do governador Jaques Wagner (PT), pois passada a disputa municipal, começa a articulação dos caciques para a eleição que escolherá o futuro governador da Bahia.
Tal qual em outubro, o Wagner prega o discurso de paz e amor, afirmando que o PT está aberto ao diálogo e que pode apoiar um partido aliado (PCdoB, PDT, PSB, PSD, PP etc.) para representar a candidatura da base.
Esse foi o discurso pré-eleitoral, mas na hora 'h' o candidato da base à Prefeitura de Salvador foi Nelson Pelegrino, do PT, que saiu derrotado pela quarta vez.
Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia, o chefe do Executivo, com a cautela de sempre, não quis comentar diretamente as especulações acerca dos nomes do vice-governador e presidente do PSD na Bahia, Otto Alencar; e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Nilo, do PDT. Os dois são cotados para candidaturas de partidos aliados.
"Não adianta que eu não vou fazer especulação (risos). O que eu disse foi o seguinte: - Não há obstrução e interdição a ninguém ser candidato. Quem trabalha em coletivo de aliados não pode dizer: - Ah, eu só aceito fulano. Mas eu quero deixar bem claro que há a legitimidade do PT de pleitear".
Como dito acima, Wagner afirma que não vai impor candidato, mas em todo tempo dá a entender que o representante sairá mesmo do PT.
E, na seara das apostas, o governador acaba por tirar do tabuleiro o nome do prefeito de Camaçari e presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Luiz Caetano (PT).
Sem receio, Jaques Wagner lista como potenciais o ex-presidente da Petrobras e atual secretário do Planejamento, José Sérgio Gabrielli; o chefe da Casa Civil do Estado, Rui Costa; e o senador Walter Pinheiro, todos do PT.
"E no caso, o PT tem nomes. Tem o senador (Walter Pinheiro), tem o ex-presidente da Petrobras (José Sérgio Gabrielli), tem o deputado federal que foi o mais votado que é o secretário da Casa Civil (Rui Costa). O senador teve mais de três milhões de votos, tem o presidente da Petrobras que por si só já carrega um potencial e tem o deputado que é o mais votado.
Sobre Caetano, Wagner não titubeou. "Não diria que ficaria de fora, mas eu acho que hoje os nomes que mais pesam são esses três".
Na entrevista à Tribuna, o governador diz que 2012 foi um dos anos mais difíceis por conta da seca considerada a mais grave das últimas décadas, da crise internacional e das greves dos policiais militares e professores, que desgastaram o governo.
Wagner admitiu que o diálogo em relação à paralisação dos docentes da rede pública estadual foi mal conduzido e se penaliza por não ter tomado a frente do processo.
Sobre a nova gestão de Salvador, ele enfatizou que não faz parte de seu estilo perseguir adversários e garante que manterá os projetos para a capital baiana, entre eles a execução do metrô linha 1 e 2, e das grandes avenidas, como a 29 de Março. Ele aguarda a assinatura da transferência do metrô pelo novo prefeito ACM Neto (DEM).
Veja aqui a entrevista completa.
