Candidato reclama da educação em Alagoas
Candidato a governador pelo PCB, Golbery Lessa, em entrevista no Programa Cidadania, da Rádio CBN Maceió, criticou a educação em Alagoas; ele também tratou da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), modelo econômico, entre outros temas
Alagoas247 - O candidato a governador de Alagoas, Golbery Lessa (PCB), foi entrevistado, na manhã desta terça-feira (5), no Programa Cidadania, da Rádio CBN Maceió. Na ocasião, ele fez críticas à educação de Alagoas e destacou que é preciso aumentar a arrecadação estadual para que os investimentos possam ser feitos sem desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
"A LRF coloca um teto para os gastos com pessoal que tem sido apontado pelo governo estadual como a causa da dificuldade para contratação de novos servidores. Se temos essa lei e esse limite, a única saída é aumentar as nossas receitas. Para isso, precisamos mudar nosso modelo econômico", afirmou o candidato, que criticou o alto índice de sonegação de impostos e a dívida pública que, por mês, representa cerca de 10% do que é arrecadado por mês em Alagoas.
Educação
Golbery apontou a educação como a base para o desenvolvimento do Estado e prometeu ampliar o número de vagas para professores, com o objetivo de diminuir a prática de colocar monitores no lugar dos profissionais de carreira.
"Queremos ampliar o número de vagas. A Secretaria de Educação tem sido loteada de maneira perversa e danosa para a sociedade. É a pasta que representa mais custos para Alagoas e o impacto disso é que o investimento na qualidade da educação é muito pequeno", destacou Golbery Lessa.
Segundo ele, é preciso investir em escolas em tempo integral, que tenham espaços para atividades esportivas e de lazer. "Alagoas gasta com a Polícia Militar metade do que gasta com a educação. Estão tentando resolver com repressão o que deveria ser resolvido com educação", afirmou.
Segurança
Golbery Lessa também falou sobre segurança pública durante entrevista. Segundo ele, a violência em Alagoas é a prova da falência das outras políticas públicas. O candidato discorreu ainda sobre a situação precária dos presídios e da falta de ações capazes de recuperar os reeducandos e os menores infratores.
"Para melhorar a situação dos presídios, é preciso que sejam colocadas pessoas com alta especialização na direção dessas unidades. Sobre os menores infratores, eles são o retrato da falência de pastas importantes como a educação. Quando eles chegam no sistema de acolhimento, ele paga o pecado de ser a vítima dos outros sistemas", ressaltou.
Saúde
Em relação à saúde, o candidato afirmou que é preciso trabalhar em consonância com as prefeituras dos municípios e destacou a necessidade da implantação de planos de carreira que valorizem o trabalhador. "É preciso diminuir o espaço para o patriarcalismo e clientelismo dentro da Saúde estadual. O que temos hoje é um caos na saúde", disse.
Com gazetaweb.com
