Candidatos a deputado federal arrecadam pouco
Primeiro mês de campanha para os candidatos a deputado federal em Sergipe não foi positivo na arrecadação financeira; na prestação de contas, entregue ao TRE, entre os principais candidatos, as receitas giraram entre R$ 5 mil e R$ 30 mil; já em relação aos gastos, entre os que pleiteiam a reeleição, há aqueles cujas despesas variam entre R$ 50 mil e R$ 150 mil; é o que ocorre com os deputados federais Fábio Reis (PMDB), que já gastou R$ 150 mil, Valadares Filho (PSB), que usou R$ 77 mil, e Laércio Oliveira (SDD) que gastou R$ 57,4 mil
Valter Lima, do Sergipe 247 - O primeiro mês de campanha para os candidatos a deputado federal em Sergipe não foi positivo no quesito arrecadação financeira. Segundo dados da prestação de contas, entregue ao Tribunal Regional Eleitoral, entre os principais candidatos, as receitas giraram entre R$ 5 mil e R$ 30 mil. Já em relação aos gastos, entre os que pleiteiam a reeleição, há aqueles cujas despesas variam entre R$ 50 mil e R$ 150 mil. É o que ocorre com os deputados federais Fábio Reis (PMDB), Valadares Filho (PSB) e Laércio Oliveira (SDD). O primeiro já gastou R$ 150,3 mil, o segundo, R$ 77,2 mil, e o último, R$ 57,4 mil.
Destes três parlamentares, Fábio Reis ainda não declarou nenhuma doação. Já Valadares Filho disse ter arrecadado R$ 20,3 mil, sendo R$ 12 mil doados por ele próprio à sua campanha. Laércio arrecadou R$ 25,5 mil. Desse montante, R$ 20 mil foram doados pela Lehmann Ward Advogados.
Entre os demais postulantes à reeleição, André Moura (PSC) gastou R$ 13,9 mil (sendo que ele próprio doou para sua campanha R$ 5 mil), Mendonça Prado (DEM) recebeu R$ 20 mil em doações, enquanto gastou R$ 18 mil. Já Márcio Macêdo (PT) declarou R$ 12 mil em receitas (sendo R$ 10 mil doados por ele) e R$ 16,2 mil em despesas.
Do grupo de políticos que exerceram ou ainda exercem mandato em outra esfera e que são candidatos a deputado federal, o deputado estadual Adelson Barreto (PTB) doou R$ 30 mil para a sua própria campanha e já gastou R$ 10 mil; a vereadora Daniela Fortes (PR) arrecadou R$ 4,6 mil e gastou R$ 11 mil; o vereador Emerson Ferreira (PT) arrecadou R$ 12,4 mil, mas já gastou R$ 36,1 mil; o vereador Jony Marcos (PRB) arrecadou R$ 25 mil (vindos da Executiva Estadual) e apresentou despesas que somam R$ 22,3 mil; o deputado estadual João Daniel (PT) não apresentou contas de arrecadação, mas disse já ter gasto R$ 7,9 mil, o vereador Iran Barbosa arrecadou R$ 5 mil (R$ 3,5 mil sendo doação dele mesmo) e gastou R$ 5,8 mil.
Entre os que já exerceram mandato e agora disputam uma das vagas de deputado federal está o ex-prefeito Edvaldo Nogueira, que doou para a sua própria campanha R$ 100 mil e recebeu outros R$ 30 mil da Executiva Nacional do seu partido, o PC do B, e gastou apenas R$ 16 mil. Há também o ex-vereador Fábio Mitidieiri (PSD), que recebeu R$ 17 mil, da empresa de sua família, a Plamed, e declarou gastos de R$ 16,4 mil. O ex-deputado Bosco Costa (Pros) apresentou R$ 4 mil em despesas e nenhuma receita. O ex-secretário Nilson Lima (PPS) doou para a sua campanha R$ 4 mil, sendo que já gastou R$ 3,7mil. A ex-candidata a prefeita Vera Lúcia (PSTU) recebeu R$ 16,9 mil da Direção Estadual da legenda, mas já teve despesas que somam R$ 17,4 mil.
